Venda de imóvel novo cresce 44,9% em setembro em SP

As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo somaram 3.237 unidades em setembro. O resultado representa uma elevação de 44,9% ante agosto e de 16,2% em relação a igual mês de 2010, de acordo com informações divulgadas hoje pelo Sindicato de Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). Em setembro, os imóveis de dois dormitórios foram responsáveis por 52% das vendas (1.684 unidades).

CIRCE BONATELLI, Agencia Estado

29 de novembro de 2011 | 07h31

O total de imóveis negociados no mês também superou a quantidade de lançamentos, que foi de 2.739 unidades, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) mencionados no levantamento do Secovi-SP. O total de lançamentos ficou 25,7% abaixo do volume apurado em agosto e 9,4% abaixo do registrado em setembro de 2010.

A pesquisa também mostra que o índice de Vendas sobre Oferta (VSO) foi de 18,7% em setembro, maior que os 13,3% de agosto e menor que os 26,4% de setembro do ano passado. O VSO mede a relação entre a quantidade de unidades comercializadas e a oferta no mês, sendo que a oferta é composta pelo estoque remanescente de imóveis somado aos lançamentos.

Em setembro, 86,4% das vendas (2.797 unidades) ocorreram durante a fase de lançamento, correspondente aos primeiros seis meses a partir do momento em que o produto é colocado no mercado. Esse volume foi 56,8% superior ao observado em agosto, que registrou 1.784 vendas nessa fase.

Tendências

O total de imóveis residenciais novos comercializados na capital paulista atingiu 19.873 no acumulado do ano (entre os meses de janeiro e setembro), resultado que representa uma queda de 19,2% em relação ao registrado no mesmo período de 2010, quando foram vendidas 24.605 unidades.

O dado indica também que está caindo a diferença em relação ao total de vendas nos mesmos períodos do ano anterior. Em agosto, esse porcentual apontava uma queda de 23,8%. Já no fim do primeiro trimestre (março), chegou a representar um recuo de 49,6%.

"O relevante é a tendência de redução da diferença de porcentual do total de unidades comercializadas neste ano e em igual período de 2010", afirma economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, em nota. Ele acrescentou que o total vendido tende a ser inferior ao do ano passado (entre 9% a 14%), e o volume de lançamentos deve se manter estável.

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