Venda de imóvel novo em São Paulo é a menor para junho em 10 anos

Capital registrou a comercialização de 1.072 unidades residenciais em junho, o menor número da série histórica do Secovi-SP, iniciada em 2004

Mariana Congo, O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2014 | 11h28

O mercado de imóveis residenciais novos em São Paulo mostra sinais de desaquecimento. O mês de junho registrou o menor número de unidades vendidas da série histórica da Pesquisa de Mercado Imobiliário. O levantamento é realizado mensalmente, desde 2004, pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

A capital registrou a venda de 1.072 unidades em junho deste ano. Em 2004, foram 1.314 unidades vendidas no mesmo mês.

Na comparação entre junho deste ano e o mesmo mês do ano passado, quando foram comercializadas 3.872 unidades residenciais novas, a queda foi de 72,3%. 

Já na comparação com maio, quando foram vendidas 2.080 unidades, a redução nas vendas foi de 48,5%.

Os dados de junho foram divulgados nesta quarta-feira, 20, pelo Secovi-SP.

Movimento inverso. Enquanto na capital junho foi um mês fraco, nos 38 municípios da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) houve crescimento. Foram comercializadas 2.303 unidades em junho, contra 1.723 no mesmo mês do ano passado - alta de 33,7%. Na comparação com maio, quando foram vendidos 1.252 imóveis, o crescimento foi de 83,9%.

“É possível que este movimento seja reflexo da adequação dos imóveis lançados ao perfil de público dessas cidades, com ênfase na oferta de 2 dormitórios, algo bem tradicional e que atende à demanda da classe média”, avalia, em comunicado, Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Lançamentos. Na capital, foram lançados 2.413 imóveis residenciais em junho, queda de 32,5% ante junho de 2013, quando foram apresentadas 3.574 unidades, segundo dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio).

Em nota, o Secovi-SP avalia que a expectativa com relação à aprovação do Plano Diretor Estratégico (PDE) da cidade de São Paulo (sancionado em 31 de julho) pode ter influenciado as decisões dos empresários novos empreendimentos na capital. O vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, Emilio Kallas, diz que "é possível que agora, ao ter conhecimento das novas regras, os projetos voltem a ser protocolados. Porém, é certo que haverá um período de adaptação e até para que se possa estudar novas tipologias, de acordo com o PDE."

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