Venda de material de construção sobe pela 1ª vez no ano

Faturamento do setor cresce 5,42% em maio ante abril; no ano, porém, resultado é negativo em 16,10%

Reuters,

19 de junho de 2009 | 12h51

As vendas de materiais de construção no Brasil subiram em maio pela primeira vez no ano em relação ao mês anterior, conforme dados divulgados nesta sexta-feira, 19, pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).

 

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Segundo a entidade, o faturamento total deflacionado das vendas de materiais de construção no mercado interno apresentou no mês passado expansão de 5,42% ante abril. Na comparação com o mesmo mês de 2008, porém, houve queda de 15,05%.

 

A associação ressaltou que em maio de 2008 as vendas apresentavam "um acelerado ritmo de crescimento", que foi interrompido em outubro pela crise econômica.

 

"Com os resultados, a previsão da Abramat para o desempenho para a indústria de materiais de construção em 2009 continua sendo de crescimento de 3% em relação a 2008, pois há expectativa de que o segundo semestre deste ano apresente resultados bem superiores aos registrados até o mês de maio", informou a associação.

 

Nos últimos 12 meses até maio, conforme a Abramat, houve crescimento de 0,78% das vendas de materiais de construção, enquanto no acumulado de janeiro a maio houve retração de 16,10% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

"As expectativas do setor são otimistas para os próximos meses, considerando o aumento sazonal da demanda no segundo semestre, associado ao programa 'Minha Casa, Minha Vida', e os efeitos positivos da desoneração de IPI dos materiais de construção", disse a associação.

 

O presidente da Abramat, Melvyn Fox, acredita que na próxima semana se tenha a "ampliação do prazo de vigência do IPI reduzido para materiais, mantendo o estímulo ao consumo de materiais e aumentando a demanda por eles já em junho".

 

Fox esteve na quarta-feira em Brasília na reunião do Grupo de Acompanhamento da Crise (GAC), quando apresentou ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, estudos feitos pela Fundação Getúlio Vargas com os principais efeitos da desoneração do setor.

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