Venda de PCs no País cresce 25% no 1º tri puxada por notebooks

Mercado brasileiro negociou 2,5 mi de unidades no período; venda de computadores portáteis cresceu 125%

MILTON F.DA ROCHA FILHO, Agencia Estado

16 de maio de 2008 | 07h56

O mercado brasileiro de computadores pessoais (PCs) negociou 2,5 milhões de novas unidades no primeiro trimestre deste ano, um crescimento de 25,6% sobre o mesmo período de 2007. Comprovando a tendência de migração, o mercado de notebooks (computadores portáteis) alcançou 664 mil unidades de janeiro a março, 165% superior ao mesmo período de 2007, passando a representar 26% do mercado de PCs. Os dados fazem parte de um estudo contratado pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) junto à consultoria IT Data.   O estudo do mercado de PCs mostra que as vendas de desktops (computadores de mesa) alcançaram 1,8 milhão de unidades no primeiro trimestre, o que representa um crescimento de 5,8% sobre o primeiro trimestre de 2007. A estimativa da Abinee para 2008 é que, até o final do ano, este porcentual atingirá 32,4%. Em relação às vendas, a previsão é de que o setor termine o ano com um crescimento de 17% sobre o ano passado.   A associação estima ainda que o mercado de desktops cairá 2% este ano, enquanto que o de notebooks crescerá 98%. Dados do Ministério do Trabalho indicam que nos primeiros três meses deste ano foram criados mais de 550 mil postos de trabalho com carteira assinada. E, a cada 2,7 empregos gerados, as empresas adquirem um PC, segundo a IT Data.O estudo da entidade aponta que as vendas de PCs atingirão 11,7 milhões de unidades em 2008. Tanto o segmento doméstico, principalmente as classes B e C, que ainda estão adquirindo o seu primeiro PC, quanto o mercado corporativo, que deverá renovar sua base instalada, apresentarão um bom desempenho em 2008, explicou o presidente da Abinee, Humberto Barbato.A participação do mercado ilegal de desktops cresceu de 29%, no quarto trimestre de 2007, para 32%, no primeiro trimestre do ano. Para o presidente da Abinee, a greve dos auditores da Receita Federal favoreceu este crescimento, em razão da retenção de componentes oficiais nas alfândegas. Já o mercado ilegal de notebooks apresentou redução de 37%, no quarto trimestre de 2007, para 34%, nos primeiros três meses do ano.

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