Venda de tablets vai superar a de desktops neste ano, diz IDC

A projeção para o número de tablets vendidos no mercado brasileiro é de 5,8 milhões de unidades e de desktops, 5,5 milhões

O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2013 | 02h07

As vendas de computadores devem recuar 8% neste ano, somando 14,2 milhões de máquinas, um número equivalente ao que a indústria comercializou em 2010, segundo levantamento divulgado ontem pela consultoria IDC.

Junto a este recuo, o mercado brasileiro presenciará, pela primeira vez, as vendas de tablets superarem as registradas por computadores de mesa (desktops). Segundo a IDC, a projeção para o número de tablets vendidos no mercado brasileiro é de 5,8 milhões de unidades, montante superior ao projetado para desktops, de 5,5 milhões.

Isso significa que, neste ano, enquanto as vendas de tablets podem avançar 89% sobre 2012, as de desktops cairão 16%. Os notebooks, por sua vez, devem ter no período vendas 2% menores, atingindo 8,7 milhões.

Aparelhos móveis. "O consumidor está apostando na mobilidade que aparelhos como os tablets e os smartphones podem fornecer", disse ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o gerente de pesquisa de mercado da consultoria IDC, Bruno Freitas.

Segundo ele, a indústria de PCs está passando ainda por um momento de ajuste no formato dos equipamentos, com o lançamento de novos dispositivos com tela destacável, conversíveis, e telas sensível ao toque, que elevam os preços e impactam o volume das vendas.

Além disso, os custos de produção das máquinas são atingidos pela alta do dólar, em razão dos principais componentes, como memórias e discos rígidos (HD), serem importados. "A valorização do dólar já está chegando ao preço para o consumidor final", disse.

Valores. Segundo Freitas, o aumento nos preços dos computadores contribui para a queda nas vendas de desktops e notebooks.

Uma prévia do resultado anual já foi sentida no primeiro trimestre deste ano, quando as vendas de computadores de mesa recuaram 10%, para 3,4 milhões de unidades. Nos três primeiros meses deste ano, as vendas de desktops caíram 11% e as de notebooks recuaram 9%. / RODRIGO PETRY

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