Venda de veículos deverá ser recorde em 2009, afirma Anfavea

Redução do IPI é apontado pela associação como o fator decisivo para o fortalecimento das vendas internas

LEONARDO GOY, Agencia Estado

15 de setembro de 2009 | 13h05

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, afirmou nesta terça-feira, 15, que a venda de veículos no mercado interno deverá ser recorde neste ano. "O Brasil deverá ter um recorde em seu mercado interno em 2009 e chegar a ser o quinto maior mercado do mundo", disse o executivo, em palestra na reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Itamaraty.

 

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Schneider não mencionou números sobre as vendas deste ano. Ele lembrou que, em dezembro do ano passado, as montadoras tinham 300 mil veículos parados nos pátios. A reação dessas empresas, segundo ele, teve como fator decisivo a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). "Carga de impostos menor significa um mercado de massa maior", afirmou.

Pouco antes da palestra do presidente da Anfavea, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse aos conselheiros que é preciso fazer uma avaliação da questão tributária, mas pediu que não falassem com ele sobre renovação da redução do IPI. A vigência da redução do imposto para os veículos termina no dia 31 de dezembro.

A presidente do Instituto de Desenvolvimento do Varejo, Luiza Trajano, que preside também o Magazine Luiza, fez um discurso otimista sobre a situação da economia brasileira: "Temos dificuldade em dizer que o Brasil está bem, por parecer uma coisa partidária, mas o Brasil sairá fortalecido da crise. Não temos de ter vergonha de dizer que estamos saindo bem da crise", afirmou.

CUT

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José Feijó, criticou nesta terça-feira, em discurso no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), a decisão de muitos empresários de demitirem seus empregados "sem necessidade" no auge da crise financeira global. Ele disse que não citaria nomes, "para não ser deselegante", mas que não é possível que empresas, "com bilhões e bilhões de reais de lucro, durante anos", não tenham responsabilidade social. Ele disse que essas empresas sequer negociaram com os representantes dos trabalhadores. Segundo ele, essa é uma conduta que precisa ser "extirpada" da vida nacional.

Feijó disse também que uma outra lição dessa crise é de que toda política de estímulo à atividade econômica tem de estar calcada na contrapartida social, que nesse caso é o emprego. Ele lembrou que o governo, quando negociou a redução do IPI para automóveis no fim do ano passado, não exigiu como contrapartida a manutenção dos empregos. "Mas da segunda vez (na renovação do incentivo neste ano), o ministro Mantega (da Fazenda) aprendeu a lição", disse Feijó. Ele também criticou os spreads bancários elevados que, segundo ele, continuam altos e sem justificativa. O spread é a diferença entre o custo de captação do dinheiro pelo banco e o valor cobrado nos empréstimos.

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