Maxim Shemetov/Reuters
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Venda de veículos novos cresce 10,2% em janeiro

Conforme antecipado pelo 'Estado' na última semana, 199,8 mil novas unidades foram vendidas segundo a Fenabrave, no melhor janeiro desde 2015

André Ìtalo Rocha, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2019 | 11h11
Atualizado 05 de fevereiro de 2019 | 15h42

A venda de veículos novos no Brasil cresceu 10,2% em janeiro ante igual mês do ano passado, confirmou nesta terça-feira, 5, a Fenabrave, federação que reúne as concessionárias. O número havia sido antecipado pelo Estado na última semana. Foram 199,8 mil unidades vendidas, em soma que considera os segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, o melhor desempenho para janeiro desde 2015, quando foram vendidas 253,8 mil unidades.

Na comparação com dezembro, no entanto, o dado foi 14,8% inferior – tradicionalmente o último mês do ano é sempre um dos melhores em vendas.

O desempenho está próximo do que a Fenabrave espera para o ano todo. A projeção para 2019 é de expansão de 11,2%. Se a previsão se confirmar, serão vendidas 2,85 milhões de unidades. Em relação a dezembro, as vendas de janeiro caíram 14,8%.

Entre os automóveis e comerciais leves, os emplacamentos do primeiro mês de 2019 somaram 190,7 mil unidades, alta de 8,6% em relação a janeiro de 2018, mas recuo de 15,2% na comparação com o último mês de 2018.

No mercado de caminhões, os licenciamentos avançaram 50,9% em janeiro ante igual mês do ano passado, para 6,9 mil unidades. O volume, no entanto, se comparado a dezembro, representa queda de 5,3%.

A venda de ônibus foi a única que cresceu nas duas comparações. Com 2,1 mil unidades vendidas em janeiro, o segmento teve altas de 89,5% em relação a igual mês do ano passado e de 8,4% sobre o resultado de dezembro.

Financiamentos

As concessionárias de veículos têm notado que os bancos estão cada vez mais dispostos a oferecer crédito para a aquisição de carros. No início de 2019, a cada 10 pedidos de financiamento, seis estão sendo aprovados, segundo a Fenabrave. Essa taxa, no pior momento da crise econômica, foi de três a cada 10 e chegou a subir para quatro a cada 10 no início de 2018, quando as vendas já haviam voltado a crescer.

O presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr, ressaltou que a queda do nível de inadimplência é o principal fator para esse movimento de aumento do crédito. "As taxas de inadimplência estão caindo mês a mês desde maio de 2018", observou o executivo.

O segmento de motocicletas também começa a ser beneficiado pelo aumento do crédito. A taxa de aprovação, que até outubro estava em três a cada 10 pedidos, agora está em quatro a cada 10 pedidos, afirmou o vice-presidente da Fenabrave para a área de motocicletas, Carlos Porto. "Os bancos estão mais maleáveis para concessão nesse segmento, principalmente para motos de baixa cilindrada", disse.

O segmento de caminhões, que foi o primeiro a sentir os efeitos da melhora das condições de financiamento, segue avançando. "Devemos continuar tendo expressivos aumentos dos níveis de financiamento. Os bancos de mercado e de montadoras estão facilitando acesso ao crédito para caminhões, com taxas mais atrativas pelo CDC do que no Finame. Enquanto o CDC tem taxa de 0,99% ao mês, o Finame tem 1,14%", comparou o vice-presidente da Fenabrave para caminhões, Sérgio Zonta.

Zonta ressaltou ainda que a greve dos caminhonheiros acabou estimulando o mercado, porque incentivou empresas e agricultores a criarem frotas próprias.

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