Sérgio Castro/Estadão
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Na contramão do mercado, vendas de modelo da Jeep crescem 333% em maio

Vendas de automóveis importados cresceram 24,8% em maio e mostraram modesta recuperação do setor

IGOR GADELHA, O Estado de S. Paulo

10 de junho de 2015 | 10h41

A venda de automóveis e comerciais leves no Brasil pelas empresas associadas à Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) cresceu 24,8% em maio ante abril, principalmente em razão do aumento de 243,4% nas vendas da Jeep no período. O crescimento expressivo da marca foi puxado pelo avanço de 333% nos emplacamentos do modelo Jeep Renegade, que foi lançado em abril no País. O modelo é produzido na fábrica da Jeep em Goiana (PE). 

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 10, pela Abeifa, que calculou um avanço de 13,3% nas vendas em relação ao mesmo mês do ano passado. Originalmente, a entidade representava apenas as concessionárias de importados, mas, no começo do ano passado, alterou seu estatuto e passou a considerar empresas que têm fábricas no Brasil, como a Jeep, BMW, Chery e Suzuki. A mudança foi feita para que a associação não perdesse afiliadas que passaram a produzir veículos no País. 

Em maio, a Jeep vendeu 2.792 unidades no País, das quais 2.492 são apenas do Renegade. Esse movimento de alta das vendas da montadora começou em abril deste ano, quando a marca vendeu 813 veículos, sendo 575 referentes apenas ao novo SUV. Sem as vendas do novo modelo, números da Abeifa mostram que as vendas totais de automóveis e comerciais leves importados no País em maio teriam caído 12% em relação a abril e 20,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.   

No total, as 28 marcas associadas à entidade emplacaram 8.422 unidades, mais do que as 6.748 unidades vendidas em abril e do que as 7.431 comercializadas em maio do ano passado. Com o desempenho turbinado pelo Jeep Renegade no mês passado, a venda de veículos pelas associadas da Abeifa no Brasil diminuiu a intensidade da queda no acumulado do ano para 14% até maio, número abaixo dos 20,1% registrados até abril. 

"Os números mostram que tivemos um crescimento muito específico em maio. Se analisarmos pontualmente, vemos que estando gozando de um modelo novo de trabalho, com fato relevante de que bons produtos e bons lançamentos contribuem para melhorar o desempenho do setor", avaliou o presidente da Abeifa, Marcel Visconde, em entrevista à imprensa após apresentar os dados. Ele ponderou, contudo, que um "olhar mais clínico" denota que o cenário para o segmento não mudou.    

"O diagnóstico agora é de dificuldade. A crise setorial que havíamos apontado tempos atrás se sincronizou e estamos em uma fase bastante aguda neste momento", afirmou. Com queda acumulada de 14% nas vendas até maio, o executivo avaliou que o primeiro semestre será perdido. 

Segundo ele, ainda há espaço para piora, mas somente no segundo semestre será possível ver sinais mais claros se o cenário vai piorar ou melhorar. "Neste momento, não temos elementos macroeconômicos de que vamos mudar no curto prazo", ponderou.   O presidente da Abeifa comentou que a recessão na economia brasileira e, consequentemente, a crise no setor automotivo, tem provocado redução no número de revendas e no quadro de funcionários de forma sistemática. 

"Não estamos imunes à crise", afirmou, informando não ter números de fechamentos de concessionárias ou demissões no segmento de importados. De acordo com ele, os estoques estão altos. Na Kia, por exemplo, são equivalentes a 4 meses e meio de vendas, enquanto, na JAC Motors, a 2 meses.   

Dólar. Visconde comentou ainda que a variação cambial nos últimos meses tem complicado bastante o planejamento de compra e vendas das concessionárias. Ele destacou que, mesmo com a alta do dólar, está "muito difícil" repassar o aumento de custos aos preços. "O consumidor hoje está ávido por ofertas, por negociações. Está todo mundo brigando pelo mesmo consumidor. Então, estamos olhando muito menos a margem de lucro e mais propriamente a venda", justificou.

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