Venda do novo iPad reforça domínio da Apple

326 milhões de tablets devem ser vendidos em 2015 e Apple deve continuar dominando o mercado, segundo empresa de pesquisa Gartner

Reuters,

16 de março de 2012 | 13h54

Funcionário da Apple conta dinheiro de cliente que comprou o novo iPad na Apple Store da 5ª Avenida, em Nova York;  versão mais básica do aparelho custa US$ 499

HONG KONG - O novo iPad, da Apple, provou-se um sucesso de vendas nesta sexta-feira, 16, com filas de centenas de pessoas diante de lojas na Ásia para a compra do novo tablet dotado de capacidade 4G.

O novo iPad representa evolução progressiva do tablet Apple, com processador mais poderoso e tela e câmera melhores, tornando mais difícil para concorrentes como o Galaxy, da Samsung, concorrer com ele. Ao contrário das versões anteriores, o aparelho não foi divulgado como um produto revolucionário, mas os devotos da Apple ainda assim estão formando filas para comprá-lo.

"O iPad já é um produto bastante maduro, e será difícil revolucioná-lo ainda mais", disse Dickie Chang, analista do grupo de pesquisa IDC em Hong Kong. "Para o futuro, agora com Tim Cook no comando, creio que ele terá de desenvolver um novo produto que imprima sua marca pessoal. Isso poderia acontecer na forma de um iPad menor e com duração de bateria mais longa, por exemplo", acrescentou.

As vendas do novo iPad foram iniciadas na Austrália nesta sexta-feira e totalizarão 10 países nesta data, incluindo EUA, Canadá, Cingapura, França e Grã-Bretanha. Grande parte dos países ainda não possuem redes de telecomunicações com capacidade de internet de quarta geração suportada pelo novo iPad, mas isso não impediu que pessoas viessem de diversos lugares para adquirir o produto.

"Vim da Rússia comprar um iPad para David, meu filho de três anos", disse o jornaleiro Oleg Konovalov à Reuters, em Tóquio. "Todo mundo quer um iPad na Rússia, mas para comprá-lo eu teria de esperar meses".

David Tarasenko, 34, gerente de construção que foi o primeiro comprador do iPad em uma loja da Telstra, em Sidney, à meia-noite, disse que desde que o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, havia apresentado a terceira versão do tablet, ele estava ansioso por comprá-lo. "Quando Tim Cook o anunciou, parecia tão mágico. Acho que me deixei convencer pela promoção", disse.

Enquanto os consumidores formavam filas nas ruas para comprar o novo iPad - a Apple tem evitado chamá-lo de iPad 3 -, uma empresa que desmontou um dos novos aparelhos informava que a Qualcomm, Broadcom e Samsung Electronics haviam mantido seus papéis de destaque como fornecedores de componentes essenciais.

As vendas de tablets devem aumentar para 326 milhões de unidades em 2015, com expectativa de que a Apple continue dominando o mercado, segundo a empresa de pesquisas Gartner.

As ações da Apple passaram da barreira dos US$ 600 pela primeira vez nesta quinta-feira, somente um mês depois de terem chegado à casa dos US$ 500, também em caráter inédito.

Tudo o que sabemos sobre:
novo iPadApplefilasvenda

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.