Venda pode ser ponto final da Eni no Brasil

A venda da Gas Brasiliano à Petrobrás pode representar um ponto final nas operações brasileiras de uma das mais entusiasmadas companhias que chegaram ao País após o fim do monopólio estatal, em 1998.

Cenário: Nicola Pamplona, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2010 | 00h00

No primeiro leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a Eni fez o maior lance por um bloco exploratório com potencial para gás na Bacia de Santos ? até hoje, é o maior ágio já pago.

Depois, espalhou postos de gasolina pelo País e tentou adquirir uma "cara" brasileira. A partir de 2004, porém, foi se desfazendo pouco a pouco dos ativos, até restar apenas um escritório no Rio, à espera de oportunidades no pré-sal.

No comunicado de ontem, a empresa destaca ter esperança em reaver uma concessão na Bacia de Santos, arrematada na 8.ª Rodada de Licitações da ANP, suspensa pelo governo após a descoberta de Tupi. Foi a única referência a seu futuro no País.

É curioso que todas as suas operações tenham sido adquiridas justamente pela Petrobrás ? a rede de postos, a distribuidora de gás Liquigás e, agora, a Gas Brasiliano. A estatal também pode lhe tomar o bloco exploratório da 8.ª Rodada, caso o novo marco regulatório do pré-sal seja aprovado no Congresso.

Ao contrário da Eni, a Petrobrás ampliou, e muito, seus tentáculos nesse período.

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