Tom Pennington/AFP
Tom Pennington/AFP

Venda relâmpago do Miss Universo

Bilionário Donald Trump deixou negócio após briga com a NBC

Agências internacionais

16 Setembro 2015 | 02h04

O bilionário Donald Trump, pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, resolveu se desfazer de um de seus mais queridos ativos: uma fatia na empresa que organiza o concurso Miss Universo. O anúncio veio como uma surpresa, pois ele havia comprado os 50% que ainda não possuía do negócio há apenas três dias.

Sendo assim, em poucos dias, o concurso deixou de ser uma joint venture entre Trump e a rede NBC para se tornar um negócio totalmente controlado por Trump e, finalmente, parar nas mãos da agência de talentos WME/IMG. Este grupo de entretenimento foi originado a partir de uma das mais tradicionais representantes de talentos de Hollywood, a William Morris Entertainment.

"Gostei muito de ser o dono do Miss Universo, do Miss USA e do Miss Teen USA. Quando adquiri a companhia, ela estava em sérios problemas. Foi um prazer torná-la um êxito mundial", disse o empresário. "Estes concursos agora estão em mãos que poderão levá-los a um sucesso ainda maior."

Problemas. Na verdade, a venda relâmpago ocorreu porque a NBC e Trump começaram a surgir depois que o bilionário decidiu se tornar pré-candidato à Presidência, com uma forte plataforma anti-imigração. Isso fez a NBC cancelar a transmissão do Miss USA; as cadeias latinas Televisa e Univisión também cortaram laços com Trump.

Agora, a WME terá de encontrar um novo parceiro de TV. Isso porque a Reelz, que pegou os direitos após o cancelamento com a NBC, tem uma média de 925 mil espectadores por noite. Em 2014, a transmissão na NBC foi vista por um público bem maior: 5,6 milhões de pessoas.

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