Vendas a prazo crescem em março

As vendas a prazo aumentaram 5,7% em março, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo informou levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) divulgado hoje. Em relação a fevereiro, o acréscimo nas consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), que indica as transações a prazo, foi de 18,3%. Já as consultas ao Usecheque, que indicam as vendas à vista, cresceram 8,8% em março ante o mesmo período do ano passado. Em relação com fevereiro, as vendas à vista tiveram alta de 15,8%. O presidente da ACSP, Guilherme Afif Domingos, alertou, em nota distribuída pela entidade, que os índices devem ser analisados com cautela, uma vez que o mês passado teve um dia útil a mais do que março de 2005, devido ao feriado da Semana Santa. De acordo com a pesquisa da entidade, se o número de dias fosse o mesmo, o aumento das consultas teria sido mais modesto, com altas de 1,8% no SCPC e 4,7% no Usecheque. "Se considerarmos a média diária de consultas, perceberemos um ritmo muito semelhante ao de fevereiro, com movimento abaixo do esperado pelo varejo", disse Afif. Mas as vendas devem melhorar em abril, na avaliação do presidente da associação, com a entrada dos recursos do novo salário mínimo, uma provável queda das taxas de juros e a expansão do gasto público. Aumento na inadimplência da pessoa física De acordo com a pesquisa, foram recebidos em março 448.847 cadastros no SCPC, uma alta de 9,8% ante março de 2005, quando foram recebidos 408.954 registros. Em relação a fevereiro, houve alta de 30,3% no número de registros recebidos. Já o número de registros cancelados cresceu em ritmo menor no mês, passando de 284.076 registros em março de 2005 para 302.243 no mês passado, um aumento de 6,4%. Na comparação com fevereiro, foi registrada uma alta de 21,6% no número de registros cancelados. A associação informou ainda que o número de títulos protestados diminuiu 12,3% em março ante o mesmo período de 2005, e 24,4% na comparação com fevereiro. O presidente da ACSP, Guilherme Afif Domingos, explicou que o aumento do endividamento se deve à ampla disponibilidade de crédito para pessoa física.

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