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Vendas crescem 2,5% na Páscoa e frustram comércio

Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, o varejo teve o resultado mais fraco dos últimos cinco anos

Ayr Aliski, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2014 | 02h02

BRASÍLIA - As vendas a prazo na Páscoa (entre 13 e 19 de abril) cresceram 2,55% em relação ao mesmo período do ano passado, informou a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O resultado foi considerado ruim pelo setor. "Este foi o resultado mais fraco dos últimos cinco anos", informou a CNDL, em nota sobre os resultados da Páscoa 2014.

Para a CNDL, o desempenho reflete o baixo crescimento da economia e já era esperado pelos comerciantes. "Projetávamos o pior crescimento dos últimos cinco anos, por volta de 3,5%. Mas essa variação de 2,55% veio aquém do esperado e frustrou ainda mais os lojistas", avalia o presidente da confederação, Roque Pellizzaro Junior.

O presidente do CNDL destaca que a Páscoa representa a primeira grande festa do ano para o comércio e pode funcionar como um termômetro para o desempenho para o varejo ao longo de 2014. "Não só pelo que este resultado representa, mas pelo que todos os indicadores de confiança do empresário e do consumidor também apontam, 2014 será um ano de fraquíssimo crescimento para o varejo", avalia Pellizzaro Junior.

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) atribui o resultado ao menor crescimento da massa salarial, à alta dos juros e, principalmente, à inflação elevada. "Mesmo indicando estar sob controle, a inflação ainda é alta e diminui o poder de compra do consumidor, o que impacta nas vendas", diz a economista do SPC, Luiza Rodrigues.

Serasa. Outro índice apontou uma tendência parecida. O indicador de atividade do comércio relativo à semana da Páscoa da Serasa Experian, registrou aumento de 1,6% em todo o País em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado ficou abaixo do registrado em 2013, quando o crescimento foi de 5,6% em relação a 2012.

Na cidade de São Paulo, as vendas cresceram 3,7%, aumento menor que os 6,9% registrados no mesmo período de 2013.

Os economistas da Serasa Experian atribuíram o resultado fraco à alta da inflação, que corroeu o poder de compra dos consumidores, e à elevação da taxa de juros, que encareceu o crédito. / COLABOROU JÉSSICA OTOBONI, ESPECIAL PARA O ESTADO

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