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Vendas da Abeiva sobem após 5 meses de retração

Depois de cinco meses de quedas consecutivas, as vendas das empresas filiadas à Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) cresceram em agosto. O aumento na comparação com julho foi de 66,88%, passando de 154 para 257 unidades. No mercado em geral, as importações de veículos aumentaram 32,32%.Na avaliação do presidente da entidade, André Müller Carioba, "diante do quadro recessivo do setor automotivo em geral, as empresas filiadas à Abeiva voltaram a ter certo alento, especialmente com a maior estabilidade do dólar no patamar de R$ 3,00". Apesar do fôlego, Carioba defende a intensificação do diálogo com o governo federal, por meio do Fórum de Competitividade do Setor Automotivo, para encontrar soluções ao segmento. Carioba criticou a postura do governo de gerar superávits comerciais apenas com queda das importações que afetam diretamente os associados da Abeiva. Segundo ele, é necessário ampliar a base toda de comércio exterior, tanto exportações como importações.Números acumuladosApesar do crescimento em agosto, no acumulado dos oito primeiros meses do ano as vendas caíram 62,76%, de 6.837 veículos de janeiro a agosto de 2002 para 2.548. Na importação total de veículos ? somatória dos afiliados da Abeiva e também dos não-associados -, o acumulado soma 40.321 unidades, volume 47,99% menor que no mesmo período do ano passado. IPIDe acordo com o presidente da Abeiva, a redução de três pontos percentuais no IPI não foi suficiente para ativar o mercado interno de automóveis. "Por este motivo, toda a cadeia automotiva deve continuar a busca por soluções no Fórum de Competitividade", apontou. A participação de mercado dos veículos genuínos essa é a classificação dada aos veículos importados, geralmente da Coréia e da Europa, que pagam alíquota de importação de 35% - caiu de 0,75% em 2002 para 0,32%, hoje. Os importados, de maneira geral, tinham 8,5% de market share há um ano, fatia que caiu para 5,02% atualmente. Por esse motivo, há quatro meses, a Abeiva vem mantendo contato com o governo brasileiro, com a Associação Européia de Construtores Automotores (Acea) e com a entidade argentina Camara de Importadores y Distribuidores Oficiales de Automotores (Cidoa) para buscar alternativas práticas e realistas ao setor de importação de veículos automotores e, por conseqüência, impedir a paralisação do setor.

Agencia Estado,

10 de setembro de 2003 | 17h34

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