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Vendas da indústria caem 1,13% em agosto

As vendas reais da indústria de transformação caíram 1,13% em agosto na comparação com julho, segundo os dados divulgados nesta terça-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).Na comparação com agosto de 2005 o setor apresentou crescimento de 3,91% nas vendas industriais. No entanto, no acumulado de janeiro a agosto, as vendas reais apresentam ligeira queda de 0,08% em relação ao mesmo período de 2005. Paulo Moll, economista da CNI, afirmou que ainda não é possível prever como será o comportamento da indústria no segundo semestre. Segundo ele, "os dados dos indicadores industriais de agosto não deixam claro a tendência para os próximos meses".AtividadeAs horas trabalhadas na produção, que indicam o nível de atividade, cresceram 0,11% na comparação com julho e 1,69% em relação com agosto de 2005. No acumulado do ano, as horas trabalhadas na produção apresentaram um crescimento de 1,05% na comparação com o mesmo período de 2005.O economista chefe da CNI, Flávio Castelo Branco, acredita que o descompasso entre o indicador de emprego e o de horas trabalhadas - que é o que indica o ritmo na produção - pode ser explicado pela maturação de investimentos realizados no passado ou pela substituição de empregados provisórios ou de horas extras por empregos permanentes.Castelo Branco alertou, no entanto, que grande parte do aumento do consumo interno está sendo atendido pelas importações. "Há uma expectativa de que aumentem as importações para atender a demanda de final de ano. É razoável esperar que aumente os importados nas prateleiras das principais redes de varejo", disse.EmpregoO emprego na indústria aumentou 0,21% no mês de agosto em relação a julho e 2,28% em comparação ao mesmo mês de 2005. No acumulado do ano, o crescimento do emprego é de 1,60% em relação aos oito primeiros meses de 2005.A queda apresentada interrompeu uma seqüência de três meses de crescimento. Segundo Moll, o emprego tem sido a grande surpresa dos indicadores industriais e vem se mantendo em trajetória de crescimento por nove meses.Entre maio e julho, as vendas industriais cresceram 3,26%. A CNI destaca, no entanto, que, apesar da queda em agosto, a tendência ainda é de expansão, mesmo que moderada, para as vendas industriais.ValorizaçãoO documento divulgado pela CNI, afirma que a valorização do real impede um crescimento maior do faturamento das indústrias e explica, em grande parte, a queda do indicador em agosto.A expressiva valorização do real, segundo a CNI, justifica o desempenho desfavorável das vendas industriais também no acumulado do ano, que mostram uma ligeira queda de 0,08%, na comparação com os oito primeiros meses de 2005.Castelo Branco lembrou que 25% em média do faturamento das empresas ainda são compostos pelas exportações. Ele acredita que o efeito câmbio será menos intenso no quatro trimestre porque a base de comparação com o quarto trimestre de 2005 já reflete a desvalorização do real.CapacidadeA indústria de transformação trabalhou em agosto com a capacidade instalada de 81,5% em termos dessazonalizados. Em julho, a utilização da capacidade instalada estava em 81,8% e, em agosto de 2005, em 81,2%, segundo a CNI.Entre agosto e novembro a produção industrial tende a se intensificar para atender à maior demanda de fim de ano, segundo a CNI. A Confederação ainda destaca que enquanto as variáveis mais diretamente ligadas à produção industrial, como o número de horas trabalhadas, crescem em 2006, a utilização da capacidade instalada mantém-se relativamente estável, o que demonstra não haver pressão sobre a oferta de produtos.Segundo a CNI, na média dos oito primeiros meses de 2006, a utilização da capacidade instalada foi de 81,6%, abaixo da média de 82,1% observada no mesmo período de 2005 e de 2004. Esta matéria foi alterada às 14h35 para acréscimo de informações.

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