Vendas da indústria do RJ crescem 28% em agosto

As exportações, principalmente no setor de petróleo, têxtil e de fibras óticas, impulsionaram um crescimento nas vendas da indústria do Rio de Janeiro em agosto. Segundo pesquisa divulgada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), as vendas industriais no estado cresceram 28% sobre o mesmo mês no ano passado. A pesquisa apontou também, pela primeira vez desde 1992, quando teve início a série histórica, um índice positivo no índice de pessoal ocupado. O crescimento em agosto é de apenas 0,19% sobre julho deste ano, o que representam 700 novos postos de trabalho. Em comparação com agosto do ano passado, o crescimento foi de 0,32%. Desde janeiro deste ano, segundo a Federação, foram abertos 7 mil postos de trabalho, ante os 30 mil fechados em todo o ano passado. O setor de material de transportes, onde está incluída a indústria naval, elevou em 29,41% suas vendas no período; o setor têxtil cresceu 18,85%, e o setor de material elétrico, que inclui a venda de fibras óticas, cresceu 26,72%. Se comparadas com as vendas em julho, entretanto, houve uma queda de 5,93% nas vendas da indústria fluminense em agosto. Historicamente, o mês de agosto registra queda sobre o mês de julho. Desconsiderando esta sazonalidade, segundo a pesquisa, há o registro de um crescimento de 5,07% nas vendas. Os setores que contribuíram negativamente para o índice de agosto foram o setor mecânico (-17,26%), o químico (-10,29%), o de materiais plásticos (-9,78%), produtos farmacêuticos (-6,32%) e produtos alimentares (-4,22%). A coordenadora da Assessoria de Pesquisa da Firjan, Luciana Costa Marques de Sá, explicou que a queda em agosto no segmento químico é artificial, porque representa uma redução no ritmo de compras que vinha registrando forte crescimento nos últimos 12 meses. No período de 12 meses, a começar de agosto de 2001, o setor o setor químico foi o que apresentou maior crescimento, de 46,05%. E o setor mecânico, o que teve a maior queda nos 12 meses, com 46,52%.O crescimento acumulado nas vendas industriais do estado nos primeiros oito meses deste ano sobre igual período no ano passado foi de 8,47%. A expectativa no início do ano era de que as vendas cresceriam em 2002 no máximo 7%. "Diante do crescimento registrado e da perspectiva de aumento nas vendas dos próximos meses, devido a base baixa das vendas reprimidas no final do ano passado, é possível estimar que a meta inicial de crescimento de 7% deve ser um piso mínimo para o fechamento deste ano", afirmou Luciana.DemissõesApesar de gerar empregos, o acumulado entre janeiro e agosto deste ano aponta uma queda de 3,44% sobre o mesmo período no ano passado. Os setores que mais demitiram foram de materiais elétricos (-28%) e materiais plásticos (-18,26%). Segundo o vice-presidente do Conselho de Economia da Firjan, Carlos Fernando Gross, há uma tendência de estabilização no quadro de pessoal empregado atualmente. Segundo ele, o cenário atual sugere que as reestruturações possíveis de ocorrerem nas indústrias já terminaram.

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