Vendas da indústria paulista têm melhor desempenho do ano

As vendas reais da indústria paulista cresceram 4,9% em julho na comparação com junho, registrando o melhor desempenho do ano, segundo a Fiesp. A alta permite a recuperação da produção, possivelmente a partir de agosto. A diretora da federação, Clarice Messer, afirmou que a alta das vendas prova que funcionou o esforço para desovar os estoques. "É por isso que notamos um descompasso entre a alta das vendas (4,9%) e o indicador de atividade (0%). Com o fim do processo de desova de estoques, nos próximos meses a atividade passará a refletir o aumento de vendas", disse.Ela negou que a produção industrial tenha atingido o "fundo do poço" em junho, quando a atividade caiu 6,16%, e que haverá uma virada a partir de agosto. Preferiu a cautela de dizer que os dados indicam para um futuro melhor. "Apesar de os meses de agosto e outubro serem os melhores para indústria há travas fortes impedindo uma retomada mais expressiva".Segundo ela, o maior problema para o crescimento é a queda da massa salarial de 16% em doze meses, apurada pelo IBGE, o recuo do poder aquisitivo e da renda familiar, e possivelmente um avanço menor das exportações, por causa de um câmbio menos favorável. Em função desse cenário, ela mantém a projeção de queda de 1% na atividade industrial paulista no ano.Segundo a Fiesp, a utilização da capacidade instalada ficou em 79% em junho, acima dos 78,59% de junho, pior do ano até então. Os setores que registraram melhor atividade de janeiro a julho deste ano foram mecânica (7%, puxado por máquinas agrícolas), metalurgia (2,8%), papel e papelão (2,5%) e alimentos (2,1%). Nos sete primeiros meses do ano, as maiores quedas na atividade foram registradas por plásticos (-7,6%) e têxteis (-5,8%). A produção de móveis caiu 27,5% no período, mas o segmento tem pouca representatividade no indicador de atividade.

Agencia Estado,

26 de agosto de 2003 | 18h22

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