Vendas das 500 maiores empresas da AL caem 2,9%

As vendas totais das 500 maiores empresas da América Latina caíram 2,9% no ano passado, informa a edição especial (13ª versão) sobre o ranking das maiores empresas da região da revista "AméricaEconomía". A pesquisa mostra ainda que o México ultrapassou o Brasil como a maior economia da América Latina e as vendas das empresas mexicanas correspondem a 53% do faturamento total das 500 companhias, enquanto que as das empresas brasileiras representaram 29% em 2001. Entre as que mais lucraram está a Petrobras, com US$ 4,25 bilhões. A estatal brasileira é a terceira maior petroleira da região, atrás da mexicana Pemex, a primeira do ranking geral, com faturamento de US$ 46,7 bilhões, e da venezuelana PDVSA, segund a colocada, cujo faturamento foi de US$ 45,7 bilhões. A Telemar Norte-Leste, a CPFL, a América Movil, a Brasil Telecom e a Liverpool são as empresas que mais subiram entre as top 100 do ranking, de acordo com a edição especial da revista. Já as Organizações Globo sentiram o baque de um dos piores anos para as empresas de comunicação da região e registraram o terceiro maior prejuízo entre as 500, US$ 617,1 milhões. A Abril também perdeu dinheiro. Na Argentina, mesmo antes da desvalorização do peso, em janeiro deste ano, as empresas já vinham sofrendo os efeitos da maior e mais extensa recessão que enfrenta o país. O faturamento das companhias argentinas no ranking despencaram 30% em 2001. Petrobrás, a que mais lucrouOs dez primeiros lugares do ranking das maiores empresas da região da revista "AméricaEconomía" - sempre com base nas vendas totais das empresas - estão ocupados pela Pemex (México), PDVSA (Venezuela), Pemex Exp. y Prod. (México), Telefónica (Brasil), Petrobras (Brasil), Pemex Refinación (México), PMI Comercio Internacional (México), Telmex (México), CFE (México) e General Motors (México). A Petrobras liderou o ranking das empresas que mais lucraram, com ganhos de US$ 4,3 bilhões, enquanto a Cia de Luz y Fuerza del Centro de México ocupou o primeiro lugar do ranking das empresas que mais perderam, com US$ 982 milhões de prejuízo. Os países que têm mais empresas no ranking da AméricaEconomía são o México com 217 empresas; Brasil, com 165; Argentina, com 43; Chile, com 35; e Colômbia, com 21. De acordo com a "AméricaEconomía", analisar o ranking das 500 maiores empresas é a melhor maneira de medir a força econômica da região. "As empresas são o motor da economia e seus desempenhos, refletidos no ranking, mostram com exatidão todos os desafios que nossas economias tiveram de enfrentar em 2001." A aguda recessão na Argentina e no Uruguai, a economia estagnada e a crise de energia elétrica no Brasil, o enfraquecimento das moedas do Chile e da Venezuela, a desaceleração econômica nos Estados Unidos, a quase guerra civil sem trégua na Colômbia, os baixos preços do cobre, celulose e aço no mercado internacional, o desespero das companhias aéreas depois dos ataques terroristas de 11 de setembro nos EUA, a implosão do setor publicitário, e a queda do preço mundial do petróleo estão entre os fatores que influenciaram no desempenho de cada uma das 500 companhias citadas no ranking da revista.

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