Vendas de apartamentos caíram 36% até junho em BH

O número de apartamentos vendidos em Belo Horizonte, nos primeiros seis meses do ano caiu 36,32%, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG).Os números, divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), revelam que de janeiro a junho deste ano foram comercializadas 845 unidades residenciais, ante 1.327 imóveis no mesmo período de 2002. Segundo a pesquisa, os lançamentos sofreram uma retração de 7,78% no período. Durante os primeiros seis meses do ano 842 novas unidades foram colocadas à venda, ante 913 novos apartamentos oferecidos no mesmo período do ano passado.A média da oferta dos imóveis residenciais na capital mineira também apresentou diminuição de 17,7%. Dados do instituto indicam que a média mensal de unidades ofertadas neste ano foi de 2,078 mil unidades. No mesmo período do ano passado eram 2,525 mil unidades.Em comunicado divulgado pelo Sinduscon-MG, o presidente da entidade, Teodomiro Diniz Camargos, culpa a alta taxa de juros pelo desempenho do setor no primeiro semestre do ano. "As elevadas taxas de juros dificultam a realização de novos investimentos, aumentam o desemprego, reduzem a capacidade de consumo, prejudicando, assim, toda a movimentação da economia", avalia. CustosCamargos ressalta ainda que o mercado imobiliário da capital vem sofrendo também com o aumento dos custos. "Desde outubro de 2002 até junho deste ano, os custos da mão-de-obra aumentaram 16,66% e de materiais mais 18,35%", afirma, citando o Custo Unitário Básico por metro quadrado (CUB-m2) que acompanha a evolução dos preços de 41 insumos de construção e salários de cinco categorias de mão-de-obra. Por conta do aumento dos custos, o preço dos apartamentos novos aumentou 8,64% nos primeiros seis meses do ano.Mas o presidente do Sinduscon-MG está otimista. "Estamos confiantes na condução da política econômica no sentido da redução dos juros e também da reforma tributária. Sabemos que estas medidas promoverão uma reversão no quadro atual, apesar de não ser de imediato", avalia.

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