Vendas de automóveis crescem 31%

Segundo a Fenabrave, desempenho em novembro foi recorde para o mês

Beth Moreira, O Estadao de S.Paulo

05 de dezembro de 2007 | 00h00

As vendas totais do setor automobilístico recuaram 5,77% em novembro ante outubro, para 401.444 unidades, segundo informou ontem a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A queda se deve, segundo a entidade, ao número menor de dias úteis em novembro. No ano, as vendas do setor somam 3.849.881 unidades, uma expansão de 30,37% em relação a igual período de 2006. Na comparação com novembro do ano passado, as vendas do setor cresceram 30,99%. A Fenabrave ressaltou que esse resultado é recorde tanto para um mês de novembro quanto para o período janeiro-novembro. Os dados incluem automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários. A entidade prevê uma desaceleração no ritmo de vendas em 2008. Ainda assim, o crescimento será expressivo. A Fenabrave acredita que as vendas devem se expandir 20,85% em 2008, para 5.100.560 unidades. Essa projeção é explicada pelas mesmas premissas que embasaram o segmento neste ano: crescimento da economia e estabilidade política, além do aumento da oferta de crédito e dilatação dos prazos de financiamento. Segundo o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, o bom desempenho mostra que o País se descolou do comportamento internacional, principalmente durante a crise de crédito imobiliários nos Estados Unidos. "As projeções para 2008 levam em consideração que o Brasil não será afetado por turbulências internacionais", disse. "São quase 400 mil veículos a mais que o comercializado em 2006, o que corresponde a praticamente a produção de um país como a Argentina."Além do crescimento de 19,05% projetado para o setor de automóveis e comerciais leves em 2008, para 2.811.159 unidades, a entidade projeta alta de 19,54% para o setor de caminhões e de 14,83% para o segmento de ônibus. Para motos e máquinas agrícolas, a entidade prevê expansão de 23,54% e 18,78%, respectivamente.Reze trabalha com uma projeção de crescimento de 4% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2008, mas adianta que considera o indicador conservador para o ritmo de evolução atual do País.Apesar do incremento previsto para o próximo ano, o presidente da Fenabrave não acredita que possa haver desabastecimento do mercado. O executivo lembra que a indústria tem capacidade para produzir até 3,5 milhões de unidades por ano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.