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Vendas de carros retrocedem uma década

Resultados do primeiro quadrimestre e do mês de abril são os mais baixos desde 2006; GM demite 300 funcionários na fábrica de Gravataí (RS)

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2016 | 16h12

SÃO PAULO - As vendas de veículos novos de janeiro a abril caíram quase 28% em relação ao mesmo período de 2015. Com 644,2 mil unidades, foi o pior resultado para o primeiro quadrimestre em dez anos. O desempenho de abril também foi o mais baixo para o mês desde 2006, com vendas de 162,9 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Em relação a abril de 2015, as vendas do mês passado recuaram 25,7%. Na comparação com março, a queda foi de 9%. Na média diária, as vendas permaneceram estagnadas.

Segundo dados do mercado, o segmento de carros e comerciais leves em abril vendeu 157,8 mil unidades, queda de 9% em relação a março e de 25,5% ante abril de 2015. No quadrimestre, as vendas de 623,3 mil unidades representam recuo de 27,9% ante 2015. Já as vendas de caminhões acumulam queda de 31,3%, com 17,2 mil unidades.

Hoje, a Fenabrave (que representa os concessionários) divulga os dados oficiais das vendas. Na quinta-feira, a Anfavea (que representa os fabricantes) anuncia números de produção.

Demissões. Com o mercado deprimido, as montadoras seguem com medidas para reduzir a produção. A GM vai demitir 300 funcionários da fábrica de Gravataí, após o fim do período de lay-off (suspensão temporária de contratos) de um grupo de 825 pessoas. O programa se encerrou no sábado. A GM tem 3,5 mil funcionários na unidade que produz os modelos Prisma e Onix. 

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Valcir Ascari, diz que os trabalhadores estão sendo comunicados da demissão por telegrama. Segundo ele, a entidade vai recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Em nota, a GM afirma que, em dezembro, durante o lay-off, mais da metade dos empregados retornaram ao trabalho. Argumenta ainda que “a esperada recuperação do mercado, infelizmente, não aconteceu”. Na semana passada, a montadora prorrogou por no mínimo cinco meses o lay-off de mil trabalhadores de São Caetano do Sul (SP), após acordo com o sindicato local que prevê a não incorporação aos salários do reajuste pela inflação deste ano. O valor será pago em forma de abono.

A Volkswagen de São José dos Pinhais (PR), segundo o sindicato dos metalúrgicos local, deve dar férias coletivas de 30 dias a parte dos 2,6 mil trabalhadores da produção a partir de 20 de junho. A fábrica tem um grupo de funcionários em lay-off e aderiu ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que reduz jornada e salários. A empresa confirma que “tem feito uso de ferramentas de flexibilização para adequar o volume de produção à demanda do mercado”. / COLABOROU GABRIELA LARA

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