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Vendas de imóveis caem 25% na capital paulista no 1º semestre

Lançamentos na cidade de São Paulo caem pela metade, mas setor espera recuperação no segundo semestre

Chiara Quintão, da Agência Estado,

11 de agosto de 2009 | 11h23

As vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo caíram 25,3% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a economia brasileira estava aquecida e o mercado imobiliário vivia um 'boom'.

Segundo o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), as 14.368 unidades vendidas não superaram as 19 mil do ano passado, mas equivalem ao patamar de vendas observado em 2007. A entidade ainda revisou para cima a projeção de vendas de unidades novas no município de São Paulo em 10,3%, para 32 mil em 2009, mesmo volume vendido em 2008.

De acordo com o economista-chefe e diretor executivo do Secovi-SP, Celso Petrucci, a revisão da estimativa de vendas de imóveis novos no maior mercado imobiliário do País deve-se à melhora do cenário macroeconômico, apontada por indicadores como a criação de emprego formal e à informação das empresas de que pretendem lançar mais na segunda metade do ano. "O índice de confiança do consumidor voltou a níveis pré-crise ou acima do pré-crise", disse Petrucci.

Conforme dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), os lançamentos na cidade de São Paulo caíram 51,5% no primeiro semestre ante o mesmo período do ano passado, para 8.150 unidades. Petrucci citou que, em 2007 e 2008, foram lançadas 73 mil unidades na cidade de São Paulo, sendo que parte desse total só está sendo vendida agora.

O diretor executivo do Secovi-SP destacou também que um dos motivos para o baixo volume de lançamentos foram as restrições dos bancos ao financiamento à produção. Em junho, foram lançadas 1.715 unidades e vendidos 3.574 imóveis.

O Secovi-SP revisou a projeção de lançamentos para este ano para baixo em 10,7%, para 25 mil unidades. Conforme Petrucci, a revisão ocorreu em função dos números do primeiro semestre. "No segundo semestre, os lançamentos serão o dobro do primeiro", disse.

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