Vendas de imóveis crescem 18,4% na capital paulista no 1º semestre, diz Secovi

Total de unidades comercializadas chegou a 17 mil, segundo melhor resultado para o período

Fabiana Holtz, da Agência Estado,

19 de agosto de 2010 | 09h58

As vendas de imóveis na capital paulista cresceram 18,4% no primeiro semestre deste ano, somando 17.005 unidades, de acordo com a pesquisa realizada pelo departamento de Economia e Estatística do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). Dentro da série histórica, o desempenho é inferior apenas ao registrado no primeiro semestre de 2008, quando foram vendidas 19.224 unidades.

No período, a demanda por imóveis de dois quartos assumiu a liderança, com a participação de 35,3% do total, o correspondente a 5.999 unidades, seguidos por unidades de três dormitórios, que registraram 5.965 habitações comercializadas (35,1%). O segmento de quatro dormitórios garantiu presença no ranking com 18,6%.

Levantamento da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) aponta um acréscimo de 66,5% nos lançamentos no primeiro semestre em relação ao mesmo período o ano anterior, somando 13.566 unidades. É importante lembrar, porém, que na primeira metade do ano passado o setor ainda refletia os efeitos da crise financeira internacional. Do total de unidades lançadas em 2010, em torno de 43% foram de dois dormitórios e 37,2% de três dormitórios.

Conforme o sindicato, o volume de vendas informado hoje é compatível com a estimativa de encerrar o ano com 37 mil a 38 mil moradias comercializadas. A projeção é bastante factível, na avaliação do Secovi, porque o volume necessário de comercialização no período de julho a dezembro ficará em aproximadamente 20 mil a 21 mil moradias.

"Essa perspectiva está dentro da série histórica, pois, proporcionalmente, as vendas realizadas no segundo semestre dos anos anteriores variaram de 53% a 60%. A exceção ocorreu em 2008, quando a crise financeira instalada mundialmente levou a uma queda na comercialização de unidades residenciais", diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Segundo trimestre

Em razão da queda abrupta nas vendas de unidades novas no mês de maio, a cidade de São Paulo registrou no segundo trimestre de 2010 o menor resultado dos últimos quatro anos. Entre abril e junho foram vendidas 8.544 unidades, mostrando queda de 10,4% em relação aos 9.537 imóveis comercializados um ano antes.

No segundo trimestre o segmento de dois dormitórios respondeu por 35,1% das unidades comercializadas, enquanto o de três dormitórios representaram 33,5% do total vendido. Os imóveis com quatro dormitórios, por sua vez, responderam por 19,4% das vendas.

No comparativo entre primeiro e segundo trimestres, entretanto, o Secovi ressalta que foi apurado leve acréscimo de 1% nas vendas. A estabilização é atribuída à fraca sazonalidade registrada no mês de janeiro e a queda pontual informada em maio.

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