Vendas de imóveis novos caem 37,7% em São Paulo

Segundo Secovi-SP, as vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo somaram 2.017 unidades

Circe Bonatelli, da Agência Estado,

20 de dezembro de 2011 | 08h04

As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo somaram 2.017 unidades em outubro, o que representa uma queda de 37,7% ante setembro e de 33,5% ante o mesmo mês de 2010. Os dados foram divulgados hoje pelo Sindicato de Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). Em outubro, os imóveis de três dormitórios responderam pela maior parte das vendas (54,1%).

O total de imóveis novos negociados ficou abaixo do número de lançamentos, que foi de 3.215 unidades, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) citados na pesquisa do Secovi-SP. O total de lançamentos no mês cresceu 17,4% em relação a setembro e registrou queda de 39,4% ante o mesmo mês de 2010.

A pesquisa do Secovi-SP também mostra que o índice de Vendas sobre Oferta (VSO) foi de 11,9% em outubro, o que representa queda ante os 18,7% apurados em setembro e os 23,5% do mesmo mês no ano anterior. O VSO mede a relação entre a quantidade de unidades comercializadas e a oferta no mês, sendo que a oferta é composta pelo estoque remanescente de imóveis somado aos lançamentos.

Tendências

O total de imóveis novos comercializados na cidade de São Paulo no ano até outubro chegou a 21.890 unidades. O resultado foi 20,8% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o total atingiu 27.639 unidades. Diante desse cenário, o Secovi-SP estimou que o volume de unidades comercializadas em 2011 ficará aquém do total de 2010, conforme tendência observada ao longo do ano.

Em nota, o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, disse que o perfil do mercado mudou, com diversificação de produtos, o que influenciou a comercialização. "Voltaram a ser produzidos imóveis para o segmento tradicional, que abrange a classe média alta e o exigente mercado emergente, o que reduz a oferta de unidades por empreendimento", avaliou Petrucci. 

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