Larry W. Smith/Efe
Larry W. Smith/Efe

Vendas de imóveis novos nos EUA caem ao menor nível em quase cinco décadas

Em julho, foram 276 mil unidades vendidas, recuo de 12,4% ante o mês anterior e de 32,4% em 12 meses

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

25 de agosto de 2010 | 11h05

As vendas de imóveis residenciais novos nos EUA caíram 12,4% em julho, em dados sazonalmente ajustados, na comparação com o mês anterior, para 276 mil unidades, informou o Departamento de Comércio americano. O resultado foi o menor nível de vendas de residências novas registrado no país desde 1963. Os economistas esperavam alta de 0,9%, para 333 mil unidades. Na comparação com julho de 2009, as vendas de imóveis novos caíram 32,4%.

Na terça-feira, 24, outro dado do setor, de vendas de imóveis usados, apresentou apresentou recuo, de 27,4% em julho, para o menor nível em 15 anos. Os estoques atingiram seu nível mais alto em mais de uma década.

O dado de junho sobre imóveis novos foi revisado para uma alta de 12,1%, para 315 mil unidades, ante estimativa anterior de elevação de 23,6%, para 330 mil unidades.

Os estoques continuaram altos em julho, com a oferta atingindo 9,1. A oferta em junho foi revisada para 8,0, de 7,6. Os estoques de novas casas ficaram estáveis, na comparação com junho, quando 210 mil casas foram colocadas à venda.

O preço mediano de uma nova casa caiu 4,8% em julho, para US$ 204 mil, em comparação com julho de 2009. Esse foi o menor valor desde dezembro de 2003.

Preços de residências

Os preços de residências nos EUA caíram em junho, mas subiram no segundo trimestre, segundo a Agência Federal de Financiamento da Habitação (FHFA, na sigla em inglês). De abril a junho, os preços subiram 0,9%. O relatório mostra que os preços subiram em 27 estados norte-americanos no trimestre. Durante o ano passado, os preços subiram em 10 estados e em Washington.

O índice mensal ajustado sazonalmente de junho recuou 0,3% em relação a maio, revertendo parte dos aumentos dos meses anteriores.O aumento mensal para o período abril a maio foi revisado em baixa para 0,4%, de uma estimativa inicial de 0,5%.

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