Vendas de imóveis residenciais crescem 9% na capital paulista, diz Secovi

Mercado supera expectativas e comercializa mais de 35 mil unidades 

Fabiana Holtz, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2010 | 10h26

O mercado de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo superou as expectativas em 2009, com a venda de 35.832 unidades, de acordo com a pesquisa sobre o mercado imobiliário divulgada nesta terça-feira pelo Sindicato das Empresas de Compra, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). Além de representar um crescimento de 9,1% em relação ao ano anterior, quando foram vendidas 32.847 unidades, o resultado ficou acima da expectativa inicial do sindicato, que era de 33 mil unidades vendidas.

 

Ao divulgar o balanço de 2009, o sindicato destaca que o resultado do último bimestre representou quase um quarto do montante vendido no ano. Nos últimos dois meses de 2009, a cidade registrou a venda de 8.274 unidades (2.611 unidades em novembro e 5.663 em dezembro), segundo pesquisa realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP. A performance representa um expressivo avanço de 140,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram comercializadas 3.437 unidades.

 

Os lançamentos, por sua vez, no ano passado somaram 30.128 unidades, de acordo com levantamento da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), com retração de 12,61% ante 2008, quando foram lançadas 34.475 unidades. Desse total, acrescenta a pesquisa, mais de um terço ficou concentrado nos últimos dois meses do ano.

 

No último bimestre de 2009 foram lançadas 10.142 moradias, com salto de 95,75% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando os lançamentos somaram 5.181 unidades. O resultado surpreende por superar, inclusive, a soma dos sete primeiros meses do ano passado, de 9.753 unidades. De acordo com o sindicato, a grande expansão no final do ano se deve ao fato de o mercado de lançamentos ter "andado de lado" até julho.

 

Apesar do otimismo, o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, se mostra prudente com relação as perspectivas para 2010. "A recente alta nos lançamentos pode ser atrelada à recuperação após meses seguidos de timidez. Já as vendas atingiram a retomada necessária durante o ano passado, confirmando que a confiança do consumidor está nos mesmos níveis do período pré-crise de 2008." 

 

Valor das vendas

 

O mercado de imóveis residenciais da cidade de São Paulo registrou um avanço de 7,41% no valor global de vendas (VGV) em 2009 na comparação com o ano anterior, subindo de R$ 10,8 bilhões para R$ 11,6 bilhões. Na mesma base de comparação, o valor médio de vendas sobre oferta (VSO) na capital paulista cresceu 3,8 pontos porcentuais, passando de 13,8% para 17,6%, de acordo com levantamento do Departamento de Economia do Secovi.

 

No balanço da venda de residências, segundo a pesquisa, a maior demanda em 2009 se concentrou em unidades de dois dormitórios, que representou 40% do total, seguida pelos imóveis com 3 dormitórios (35%). No caso dos lançamentos, a maior procura no ano passado se concentrou também nos imóveis com 2 e 3 dormitórios, com 43% e 35% do total, respectivamente.

 

Projeção

 

O Secovi-SP estima que o mercado de imóveis novos residenciais continuará a crescer na capital paulista, em ritmo sustentável, em torno de 5% na comercialização e 10% em lançamentos este ano. Com isso, deve-se chegar a 37,6 mil unidades vendidas a aproximadamente 33 mil unidades lançadas - resultado ainda inferior a 2008.

 

Segundo o sindicato, recursos não faltarão para o setor imobiliário. Nacionalmente, a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) prevê aumento de financiamento com recursos da poupança de R$ 34 bilhões em 2009 para algo em torno de R$ 45 bilhões neste ano.

 

O Conselho Curador do FGTS destinou R$ 18 bilhões para financiamentos, R$ 4 bilhões para subsídios, R$ 1 bilhão para o programa Pró Cotista e R$ 1 bilhão para o Pró Moradia. Para o programa Minha Casa, Minha Vida, o governo terá R$ 9,3 bilhões, por dotação no Orçamento Geral da União. Com isso, o total de recursos destinados para o setor em 2010 será de R$ 78 bilhões.

 

O Secovi destaca ainda que os recursos não utilizados em 2009 no Minha Casa, Minha Vida, passaram automaticamente para o Orçamento de 2010, com grandes chances de se cumprir a meta de 1 milhão de moradias até o final do ano. Em 2009, as contratações do programa chegaram a 275.528 unidades.

 

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