Vendas de Natal crescem 3% em São Paulo

As vendas de Natal aumentaram 3% em 2006 na capital paulista, em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com os dados apurados junto a empresários pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), o resultado ficou acima do projetado no levantamento realizado pela mesma entidade antes da data comemorativa, que apontava crescimento de 2%. Mesmo assim, a Federação considerou o desempenho "modesto".De acordo com o presidente da Fecomercio-SP, Abram Szajman, a expansão nas vendas está relacionada ao aumento efetivo da renda, mais empregos e juros menores. Contudo, ele avalia que há a necessidade de novos mecanismos que incentivem os negócios. "É preciso destravar a economia", afirmou, em comunicado à imprensa.O estudo apontou que, mais uma vez, o desempenho dos semiduráveis, como vestuário e calçados, apresentou avanço superior nas vendas (4%), contra a elevação de 3% verificada nas lojas de bens duráveis, que comercializam itens como os eletroeletrônicos.Já a expectativa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que projetava um crescimento de 4% a 5% nas suas vendas em dezembro, teve sua expectativa frustrada. Os números da Associação foram semelhantes ao da Fecomércio e apontaram um crescimento de 3,2% nas vendas.Para o presidente da ACSP, Guilherme Afif Domingos, três fatores contribuíram para um crescimento menor que o estimado: o feriado de 1º de janeiro, a antecipação das promoções antes do Natal e a ausência de estoques depois do Natal."Com o Ano-Novo caindo segunda-feira, muitos paulistanos viajaram sexta-feira, o que prejudicou o movimento dos dias 29, 30 e 31 de dezembro. O mês de dezembro foi encerrado praticamente no dia 28", afirma Domingos.Crédito e promoçõesA entidade destacou que, diante do "tímido crescimento" da renda ao longo de 2006, o consumidor precisou recorrer mais ao crediário para efetuar as compras de Natal. A sondagem mostrou que 52% dos compradores preferiram pagar suas compras com cartão de crédito ou parceladas nesta mesma modalidade de pagamento, enquanto o pagamento à vista foi a escolha de 35% dos consumidores.O reforço no estoque de Natal prevaleceu para 35% dos lojistas de São Paulo, de acordo com a Fecomércio. Eles ampliaram as vendas contra 43% que mantiveram o ritmo e 21% que reduziram as compras. Entre os lojistas que decidiram realizar promoções durante a data comemorativa (27% do total consultado), a modalidade preferida para incentivar as vendas de Natal foi a chamada "oferta relâmpago". De acordo com o estudo, esse tipo de promoção foi usado por 45% dos comerciantes, enquanto 30% preferiram oferecer descontos especiais.EmpregoA Fecomércio destacou também que, embora poucos comerciantes tenham optado pela contratação de temporários (37%), o Natal é ainda uma das mais importantes portas para quem busca o primeiro emprego no setor do comércio. A pesquisa apontou que 74% dos lojistas que contrataram têm a intenção de efetivar os temporários, ainda que prevaleça a abertura de poucas vagas: de uma a duas.A sondagem da Fecomercio foi realizada nos dias 26 e 27 de dezembro de 2006, com 120 empresários na capital paulista.

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