Vendas de Natal em SP crescem 1% ante 2004

As vendas de Natal em 2005 tiveram crescimento de 1% em relação ao mesmo período de 2004, de acordo com sondagem da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), realizada no dia 26 de dezembro em 120 pontos-de-venda na capital paulista. As lojas de bens duráveis registraram alta de 0,8%. Já o segmento de bens semiduráveis registrou expansão de 1,3%.Segundo análise da Assessoria Econômica da Fecomércio, o resultado confirma as expectativas da entidade de que as vendas no Natal apresentariam resultado inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior uma vez que a base de comparação é forte. Em 2004, as vendas de Natal apuraram crescimento de 2,7% no contraponto a igual período de 2003. No último dia 21 de dezembro, a Fecomércio divulgou expectativa de queda de 1% nas vendas de Natal em 2005 ante o ano anterior.Na avaliação da Fecomércio, o desempenho de 2005 reflete o elevado grau de endividamento, o que teria levado o consumidor a destinar parte do 13º salário para o pagamento de dívidas.Em relação aos estoques, o levantamento revela que, para apenas 7% foram menores. Segundo 47% dos lojistas, os estoques estavam iguais e para 45% o nível superou o registrado em 2004. A elevação se deve à expectativa inicial de que as vendas seriam mais aquecidas do que as apuradas em 2004.Quanto às formas de pagamento utilizadas pelos consumidores, a sondagem aponta que o cartão de crédito se manteve na liderança, utilizado em 30% das transações. Das compras, 22% dos pagamentos foram parcelados no cartão de crédito. Outras formas, como carnês, responderam por 17%. Já a opção à vista respondeu por 16% das transações e cheques pré-datados por 14%.O levantamento revelou ainda que o número de comerciantes que resolveu lançar mão de promoções para atrair os consumidores diminuiu em 2005. Cerca de 53% dos entrevistados afirmaram que realizaram promoções. No mesmo período de 2004, 74% dos comerciantes utilizaram a ferramenta para estimular as vendas. A concessão de desconto foi a modalidade preferida por 32% dos empresários. As ofertas especiais corresponderam a 27%. As vendas parceladas sem juros foram utilizadas por 23% dos empresários. O sorteio e ou distribuição de brindes corresponderam a 18% dos empresários.

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