Vendas de Natal nos shoppings do País crescem 3,5% em 2008

Para o fechamento do ano, expectativa da Alshop é de faturamento total de R$ 70,7 bi, alta de 6,4% ante 2007

Natalia Gómez, da Agência Estado,

26 Dezembro 2008 | 11h22

As vendas de Natal dos shoppings em 2008 cresceram 3,5% em comparação com o ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop), que não revelou o valor das vendas. Os dados, com inflação descontada, consideram o período entre 30 de novembro e 30 de dezembro. "O resultado ficou abaixo das expectativas, mas a base de comparação com 2007 era muito elevada", afirmou o presidente da entidade, Nabil Sahyoun.   Veja também: Economia fraca derruba vendas no varejo dos EUA Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Segundo ele, o ano foi muito positivo para o setor até setembro, quando a crise internacional começou a se agravar. Para 2008, a Alshop estima um faturamento total de R$ 70,7 bilhões no setor de shoppings, aumento real de 6,4% em comparação com os R$ 66,2 bilhões registrados no ano passado. Em 2009, a entidade espera um avanço de 5,1% para R$ 74,3 bilhões. O executivo disse que os meses de janeiro e fevereiro serão positivos para as empresas em função das promoções e liquidações, e que março será como um termômetro das vendas de 2009.   Direitos   A Alshop informou ainda que pretende negociar a redução dos direitos trabalhistas para evitar demissões em 2009, seguindo iniciativa do setor industrial. Conforme o presidente da entidade, os empresários vão buscar um diálogo com o governo neste sentido a partir de janeiro. "É preciso que as flexibilizações durem por no mínimo um ano, e não apenas três meses", disse.   Ele também defendeu a reforma tributária e a redução das taxas de juros para facilitar a manutenção dos níveis de emprego no País. Segundo Sahyoun, o setor está evitando demissões até o final deste ano para avaliar melhor as perspectivas para 2009, e as decisões ficarão para janeiro. "Quem mais gera emprego no Brasil é o varejo e o setor de serviços. O governo tem feito muito pouco para ajudar estas empresas", disse.

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