Tiago Queiroz/Estadão
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Vendas de produtos de saúde, limpeza e alimentos disparam na América Latina

Pesquisa da Nielsen mostra que a chegada do novo coronavírus causou corrida às compras de itens similares em seis países da região

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2020 | 08h00

A corrida às compras de produtos de saúde, limpeza e alimentos por causa da pandemia do novo coronavírus ocorreu em todos os principais países da América Latina. No Brasil, onde há o maior número de casos, a pressa maior foi por compra de itens de prevenção à covid-19.

A Nielsen comparou os dados de vendas em todas as lojas físicas das grandes cadeias varejistas latino-americanas  na primeira semana de março deste ano com a de igual período de 2019.

A conclusão do estudo, que será divulgado nesta quarta-feira, 25, mostra que nos seis países pesquisados ocorreram significativo crescimento nas vendas de produtos ligados aos três segmentos, mas em cada país há alternância na liderança dos produtos mais procurados.

No Brasil, os consumidores lideraram as compras de produtos de saúde, com alta de 972% entre os dias 2 e 8 de março ante o mesmo intervalo de dias do ano passado. O item mais adquirido pelos brasileiros, com estrondoso crescimento de 2.587%, foi o álcool gel. Ele segue em falta no mercado local.

Bem distante do Brasil, o  segundo colocado nas compras de produtos de saúde foi o Chile, com crescimento de 145%, seguido por Peru (128%), Argentina (83%) e México (58%). As vendas de álcool gel cresceram 377% no Chile, 287% no Peru e 203% na Argentina.

Comida na mesa e no armário

A compra de alimentos, em parte para estocar, foi maior no Peru, com aumento de 357% nas vendas, seguida por Argentina (319%), Brasil (121%), México (57%) e Chile (33%).

Os argentinos compraram 822% mais sobremesas congeladas neste ano em relação a 2019, enquanto os peruanos deram preferência à comida congelada, que teve alta de 568%. As vendas de carne congelada na Colômbia aumentaram 358%, enquanto os brasileiros deram preferência à carne congelado, com alta de 67% a aquisição de carne congelada. Já os chilenos compraram 51% mais comidas em conserva e os mexicanos 31% mais panquecas doces e waffles congelados.

Nos três segmentos mais procurados, os produtos de limpeza foram prioridade para os argentinos, que compraram 76% itens a mais na primeira semana de março deste ano em relação há um ano atrás. O Brasil aparece na segunda posição (51% de crescimento), com Peru na sequência (49%), Chile (26%) e México (21%).

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