Coluna

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Vendas de veículos caem 10,7% em setembro

A Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou nesta quinta-feira o balanço da indústria automobilística brasileira em setembro. As vendas no período totalizaram 159.444 unidades, o que representa uma queda de 10,7% em relação a agosto, quando o setor colocou no mercado interno 178.508 veículos, segundo fontes do setor. Vale lembrar que o mês de agosto foi o melhor do ano até agora.No acumulado de janeiro a setembro deste ano foram comercializados no mercado interno 1.364.984 veículos, ou seja, 10,5% maior que as 1.234.852 unidades de igual período do ano passado, o que mostra que a tendência para o setor continua positiva.LicenciamentosO número de licenciamento de veículos nacionais leves e comerciais de passeio no mês de setembro caiu 11,7% em relação a agosto, totalizando 138.571 unidades, segundo a Anfavea. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o volume licenciado subiu 7,2%. No acumulado nos primeiros nove meses do ano (janeiro a setembro), houve uma variação positiva de 9,8%, somando 1.211.888 unidades. A produção de automóveis no Brasil recuou 14,8 em setembro ante agosto, totalizando 177.721 unidades. Em relação a setembro do ano passado, a queda foi de 4,2%. No período de janeiro a setembro, foram produzidas 1.706.258 unidades, com alta de 2,9%. Segundo a Anfavea, as exportações totais de automóveis (montados e desmontados) caíram 2,9% em setembro sobre o mês anterior, totalizando 70.881 unidades. Na comparação o mesmo mês de 2005, a queda foi de 12,9%. No acumulado do ano até setembro, as vendas externas somaram 643.407 unidades, equivalente a um recuo de 5,7% sobre igual período do ano passado. Contabilizando os modelos importados, o número total de licenciamentos alcançou 159.368 unidades em setembro, equivalente a uma redução de 10,7% sobre agosto. No comparativo com o mesmo período de 2005, no entanto, a variação é positiva, de 10,4%.No acumulado dos nove primeiros meses de 2006, os licenciamentos totais cresceram 10,5% frente ao mesmo intervalo do ano passado, totalizando 1.364.908 unidades. CaminhõesA Anfavea divulgou também que produção de caminhões somou, em setembro deste ano, 8.911 unidades, equivalente a uma queda de 7,4% em relação a agosto. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o recuo fica em 18,5%. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a produção de caminhões totalizou 77.405 unidades - caindo 9,7% sobre igual intervalo de 2005.No segmento de ônibus, a produção atingiu em setembro 1.957 unidades, com queda de 37% frente a agosto. No comparativo com igual período do ano passado, a variação negativa é de 17,7%. Em 2006, até setembro, as empresas instaladas no Brasil produziram 24.433 ônibus, com crescimento de 4,9% ante o mesmo período de 2005. (Beth Moreira)TendênciaO presidente da associação, Rogelio Golfarb, creditou a queda no volume de licenciamentos de automóveis em setembro à redução do número de dias úteis do mês, ressaltando que a tendência para o mercado interno continua sendo de crescimento. O executivo destacou que no acumulado até setembro, o número de licenciamentos total de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) chega a 1,2 milhão de unidades, o que representa uma expansão de 10,5%. Os números incluem também automóveis ou veículos importados.Segundo o executivo, a manutenção do ritmo de crescimento está diretamente atrelada à expansão dos financiamentos e à redução da taxa básica de juros. Golfarb exemplifica que, em janeiro do ano passado, a taxa média de juros praticada no mercado nacional era de 2%, ante uma taxa em setembro de 1,77%.Outro dado que reforça esse movimento é o percentual de pessoas que fazem financiamentos com prazo acima de 36 meses. No início do ano, o índice era de 33%, subindo para 40% em setembro. "O aumento do prazo de financiamento reduz o valor das prestações de modo a fazer com que a mesma caiba no bolso do consumidor, puxando a demanda", disse.O presidente da Anfavea admitiu ainda que a previsão inicial de crescimento das vendas no mercado doméstico para 2006 de 7,1% poderá ser revista para cima. O executivo não quis, no entanto, dar detalhes para qual patamar o índice poderá crescer. "Vamos esperar mais um mês para rever as projeções de vendas de 2006 para o mercado interno", disse.2007Apesar da manutenção da tendência de crescimento das vendas do setor automotivo no mercado interno, Golfarb preferiu não fazer previsões para 2007, e evitou confirmar a expectativa do mercado de que o ano poderá bater o recorde de 1997, quando quase 2 milhões de unidades foram comercializadas no mercado doméstico.Evitando emitir qualquer avaliação sobre os candidatos à Presidência da República, o executivo disse que o principal desafio do novo governante é mudar o patamar de crescimento do Produto Interno Bruto com a manutenção da estabilidade macroeconômica. "Esse cenário cria um ambiente propício para novos investimentos e conseqüentemente para o crescimento da indústria", afirmou.Segundo o executivo, seja qual for o presidente eleito, ele terá que colocar na agenda a redução da carga tributária, além de promover um ajuste fiscal, admitindo, no entanto, que a temática é bastante complexa. "A associação não faz opção por candidato, e dentro do possível vai contribuir com idéias e sugestões para o crescimento do País", disse. Matéria alterada às 14h58 para acréscimo de informações

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