Vendas de veículos já ultrapassam 2 milhões no ano

Mês que termina neste fim de semana deve ser o melhor julho da história, com mais de 302 mil unidades vendidas

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2011 | 00h00

A indústria automobilística já ultrapassou a marca de 2 milhões de veículos vendidos neste ano. Até quinta-feira, a soma era de 2,024 milhões de unidades, cerca de 8% superior ao resultado de igual período de 2010.

O mês que termina deve ser o melhor julho da história, com resultados acima dos 302,3 mil veículos vendidos em julho do ano passado, até então a melhor marca para o mês. Também deve ficar pouco acima do resultado de junho, de 304,3 mil veículos.

Até quinta-feira, faltando um dia útil para registro de emplacamentos, o mês acumulava vendas de 287 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, com média diária de 14.350 unidades, similar à média de junho. Só em automóveis e comerciais leves foram 269,9 mil unidades no mês e 1,9 milhão no ano.

Durante a semana, o presidente da General Motor para a América do Sul, Jaime Ardila, reclamou que o crescimento da indústria está sendo estimulado pelas vendas especiais a frotistas e locadoras. "O varejo está parado", disse. "Se, com as medidas de contenção de crédito, o governo estava tentando frear o consumo, no caso da indústria automobilística está garantido."

Esse tipo de negócio, disse ele, não é sustentável. As vendas especiais representam hoje 27% das vendas da indústria, quando o razoável é 20% a 22%.

O quadro também não é favorável aos concessionários, que precisam conceder altos descontos no varejo. Nos últimos finais de semana, a maioria das marcas realizou feirões com atrativos de preços, juros e prazos de financiamento. Neste fim de semana, há poucas ações. Uma delas é a chamada "Briga de Gigantes", que reúne revendas Fiat, Ford, GM e Volkswagen no estacionamento do Extra Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP).

O setor iniciou julho com 342 mil carros no estoque das fábricas e revendas, suficiente para 33 dias de vendas. O limite que passa a ser considerado crítico é de 35 dias. A Fiat chegou a dar férias coletivas de uma semana para trabalhadores de um turno na fábrica de Betim (MG) e parou toda a fábrica da Argentina.

Apesar do cenário, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mantém projeção de fechar o ano com crescimento de 5% nas vendas, para 3,7 milhões de veículos, novo recorde.

O crescimento sustentável das vendas tem atraído novos fabricantes ao País. Na segunda-feira, a chinesa JAC deve anunciar uma fábrica local. Já a Fiat decidiu mudar o local de sua segunda fábrica no País, anunciada para o Porto de Suape (PE). Agora irá para Goiana, atendendo pedido do governo do Estado.

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