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Vendas de veículos novos atingem a marca de 1 milhão

Apesar da crise, marca foi atingida um dia antes do que no ano passado

Cleide Silva, O Estadao de S.Paulo

19 de maio de 2009 | 00h00

As vendas de veículos novos no País este ano chegaram a 1 milhão de unidades um dia antes de essa marca ter sido atingida em 2008, ano recorde de vendas para a indústria automobilística. Foram necessários 91 dias úteis de licenciamentos para alcançar 1,02 milhão de unidades, volume registrado na quinta-feira. No ano passado, sem nenhum sinal de crise financeira, foram 92 dias para atingir esse desempenho. Assista à entrevista com o presidente da Anfavea, Jackson SchneiderNa sexta-feira, as vendas acumuladas desde janeiro somavam 1,014 milhão de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, ante 1,032 milhão de unidades no ano passado, uma queda de apenas 1,8%.Somente na primeira quinzena de maio foram licenciados 111,4 mil veículos, 18,6% menos que em igual período de abril e 9,7% menor que o resultado do mesmo mês de 2008, de acordo com fontes do setor automotivo com base nos números do Registro Nacional de Veículos (Renavan).O mercado brasileiro de modelos zero-quilômetro tem sido mantido pelo corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a volta de planos de financiamento com prazos mais longos e juros mais baixos e descontos extras oferecidos pelas montadoras e concessionárias. Essas medidas, porém, não tiveram o mesmo efeito no segmento de caminhões e ônibus, que não está reagindo.A indústria automobilística projeta para este mês vendas de 230 mil veículos, muito próximo do volume registrado em abril, de 234,4 mil unidades. Para o ano, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê vendas totais de 2,7 milhões de unidades, 4% menos que em 2008, quando foram vendidos 2,82 milhões de veículos.O presidente da Anfavea, Jackson Schneider, acredita ser possível chegar a esse volume mesmo que a redução do IPI, em vigor desde meados de dezembro para modelos com motores até 2.0, termine em 30 de junho, conforme está previsto pelo governo federal.As principais montadoras do País - Fiat, Ford, GM e Volkswagen -, porém, acham que esse volume só será atingido se o governo prorrogar o corte do imposto até o fim do ano. Do contrário, as apostas variam de 100 mil a 300 mil unidades a menos, de 1,4 milhão a 1,6 milhão de veículos. "A posição que temos até agora é de que o IPI voltará ao normal em 1º de julho", disse Schneider. "É com esse cenário que trabalhamos."

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