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Vendas de veículos novos caem 23,9% em agosto, diz Fenabrave

Licenciamentos acumulam queda de 21,35% em 2015 até agosto ante igual período de 2014; concessionárias já demitiram 17 mil trabalhadores no ano

André Ítalo Rocha, O Estado de S. Paulo

02 Setembro 2015 | 14h10

SÃO PAULO - As vendas totais de veículos novos caíram 8,94% em agosto ante julho e tombaram 23,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 2, pela Federação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. Com o resultado, os licenciamentos acumulam queda de 21,35% em 2015 até agosto ante igual período de 2014.

No mês passado, foram vendidos 207.269 automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões em todo o País, menos do que os 227.613 licenciados em julho e do que os 272.448 emplacados em agosto do ano passado.

Como reflexo de uma dos piores desempenhos de vendas desde 2007, o saldo de concessionárias fechadas no acumulado do ano até 2015 é de 347, informou o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção. O número é resultado de 691 fechamentos e 344 aberturas. O saldo negativo causou a demissão de 17 mil trabalhadores.

Segundo o dirigente, as concessionárias consideradas fechadas são aquelas que não emplacaram nenhum veículo no período, mas que poderão reabrir no futuro. 

Segmentos e estoque. As vendas de automóveis e comerciais leves somaram 199.853 unidades em agosto, queda de 8,91% em agosto ante julho e retração de 22,87% ante agosto de 2014. Com isso, acumulam baixa de 20,38% nos oito primeiros meses de 2015.

Os emplacamentos de caminhões e ônibus, juntos, alcançaram 7.416 unidades em agosto, baixa de 9,7% ante julho e recuo de 44,4% ante agosto do ano passado. Com o resultado, há um declínio de 40,35% no intervalo de janeiro a agosto de 2015 sobre igual período do ano passado.

Segundo Assumpção, o estoque de veículos nos pátios das fábricas e concessionárias era equivalente a 47 dias de vendas em agosto deste ano, o correspondente a algo entre 305 mil e 310 mil unidades encalhadas.  

Esse nível supera em dois dias o estoque registrado em julho, de 45 dias. Para o setor, um estoque considerado normal é equivalente a 30 dias de vendas.

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