Vendas devem crescer no Dia da Criança

Os investimentos em publicidade e marketing, o aumento no número de lançamentos, a manutenção dos preços e promoções devem dar fôlego para a indústria de brinquedos ter um crescimento médio de vendas em torno de 12% com o Dia da Criança. O faturamento do setor com a data, que no ano passado foi de R$ 356 milhões, deve subir este ano para R$ 400 milhões, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Brinquedos (Abrinq).A Estrela, líder do setor, com 35% de participação de mercado, investiu 30% a mais em propaganda e marketing em relação ao mesmo período do ano passado e espera um crescimento de 20% nas vendas. A empresa preparou 18 filmes publicitários para anunciar seus lançamentos e investiu cerca de R$ 15 milhões em produtos mais populares de até R$ 10.A Baby Brinq direcionou sua produção para uma linha de produtos com preços médios 20% mais baratos em relação ao mesmo período do ano anterior. "Nosso tíquete médio, que era de R$ 25 a R$ 30 em 1999, baixou para uma faixa de R$ 15 a R$ 22 este ano", diz o diretor comercial da empresa, Audir Giovani. Ele prevê crescimento de 20% nas vendas este ano.A Bandeirante desenvolveu mais de 40 lançamentos nas categorias de triciclos, automóveis, bicicletas, veículos elétricos, playground e puericultura e por causa destas novidades também prevê crescimento de vendas em torno de 20% em relação ao ano passado.EncomendasO varejo negociou com até três meses de antecedência as encomendas da indústria. O diretor da PB Kids, Carlos Eduardo Cinerman lembra que para o Dia da Criança o comércio compra um volume mais alto de produtos, o que reduz a pressão por aumentos. Este ano a rede, com 27 lojas, investiu 60% a mais em publicidade e promoções e na divulgação institucional de sua marca e espera faturar 31% a mais do que no ano passado.O diretor da rede Ri Happy, Ricardo Sayon, que recentemente inaugurou uma megaloja de 2 mil metros quadrados, diz que a rede toda vai ter um crescimento de 25% com o Dia da Criança.. Sua expectativa maior é para o Natal. "O efeito da absorção da mão-de-obra que estava desempregada na economia deve começar a aparecer mais próximo do fim do ano."

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