Vendas do comércio de SP caem 1,1% em julho

As vendas do comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) recuaram 1,1% em julho em comparação ao mesmo mês do ano passado, segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Em comparação às vendas de junho, o faturamento do varejo cresceu 4,7%, atingindo R$ 8,7 bilhões. No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, as vendas retraíram-se 0,5% frente ao mesmo período de 2010.

RODRIGO PETRY, Agencia Estado

23 de setembro de 2011 | 17h34

Segundo a Fecomercio, as vendas de bens duráveis contribuíram para a retração na comparação com o ano passado. As vendas em julho frente ao mesmo mês de 2010 caíram nos segmentos de móveis e decoração (9,1%), eletrodomésticos e eletroeletrônicos (23,3%) e materiais de construção (29,3%). Esse resultados, diz a entidade, foi influenciado pelo aumento de 7% nos últimos doze meses do nível geral de preços ao consumidor, assim como pelas restrições ao crédito impostas pelo Banco Central.

Os segmentos do varejo da região metropolitana de São Paulo que apresentaram aumento em julho em relação ao mesmo período do ano passado foram vestuário, tecidos e calçados (16,6%), supermercados (3,2%) e lojas de departamento (2,7%). "O nível de consumo dos produtos vendidos nesses setores é justificado, em grande parte, pelo seu baixo custo relativo, pela elevada taxa de ocupação na RMSP e por um incremento de 4,4% na massa total de rendimentos da população", diz, em nota, a Fecomercio.

No caso das vendas de automóveis, o levantamento da entidade apontou aumento nas vendas de 6,3% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado e de 14,2%, frente a junho. Já no segmento de farmácias e perfumarias o faturamento recuou 6,8% ante julho do ano passado, mas registrou aumento de 1% frente a junho.

Na avaliação dos economistas da Fecomercio, o faturamento do comércio até o final do ano deve ser influenciado pelas ações que as autoridades econômicas tomarão frente ao provável desaquecimento da economia mundial, motivado pela crise na Europa e Estados Unidos.

"O nível de ocupação e renda, entretanto, não deve sofrer nenhum abalo, o que é positivo e deve possibilitar a manutenção das vendas de bens de consumo não duráveis e semiduráveis. Assim, o prognostico mais provável é que o faturamento real de 2011 seja muito próximo ao de 2010, sem apresentar uma variação significativa."

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