Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Vendas do comércio têm o pior resultado desde 2003

As vendas do comércio varejista caíram pelo segundo mês consecutivo em julho, na comparação com o mês anterior, apresentando recuo de 0,45% ante junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados são os piores para um mês de julho desde 2003, e vieram bem abaixo das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que variavam de 0,40% a 2,20%, com mediana de 1,05%.Na comparação com julho de 2005, as vendas cresceram 2,3% - o menor crescimento nessa base de comparação apurado desde novembro de 2003. No ano, o varejo acumula crescimento de 5,18% nas vendas e em 12 meses, de 5,14%. O IBGE divulgou também a revisão do dado do varejo em junho, comparativo a maio, que passou de -0,38% para -0,31%.Segundo Reinaldo Pereira, técnico da coordenação de serviços e comércio do instituto, os resultados são conseqüência de um limite no endividamento das famílias. De acordo com ele, os bens duráveis vinham "segurando" o comércio varejista e, embora o crédito que levou ao crescimento nas vendas desses bens permaneça disponível, o endividamento já é alto e inibe o acesso das famílias a novos parcelamentos ou, ainda, compromete o rendimento para o pagamento dos compromissos.As vendas de móveis e eletrodomésticos apresentaram em julho a segunda queda consecutiva ante mês anterior, com recuo de 2,65% ante junho. Na comparação com julho de 2005 o crescimento nas vendas neste segmento (2,09%) perdeu ritmo ante 3,13% em junho e 15,24% em maio nessa base de comparação.Para Pereira, os dados de móveis e eletrodomésticos confirmam que o endividamento das famílias está perto do limite. Segundo ele, o segmento ainda se beneficia do crédito, mas bem menos do que ocorria no ano passado ou no início de 2006. As vendas de tecidos, vestuário e calçados no varejo caíram em julho na comparação com junho (-0,72%) e ante julho do ano passado (-5,10%). Segundo o técnico do IBGE, este segmento está sendo afetado pelas importações de produtos similares, especialmente chineses, que na maior parte são comercializados no comércio informal. O segmento de combustíveis e lubrificantes continuou apresentando queda nas vendas no varejo em julho (-0,44% ante junho e -10,18% ante julho de 2005) e já acumula em 2006, de janeiro a julho, redução de 10,04% ante igual período do ano passado. Na comparação com igual mês de ano anterior, a queda de julho foi a 19ª consecutiva deste segmento.As vendas no varejo do segmento de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo caíram 0,46% em julho ante junho. Pereira disse que o recuo se deve a fatores como endividamento das famílias e deflação de preços de alguns produtos (que pesa no cálculo da receita, usada para contabilizar o volume de vendas, já que a queda nos preços não foi compensada pelo aumento da quantidade de itens comercializados).Na comparação com julho do ano passado, as vendas desse segmento cresceram 4,97% e puxaram o resultado do varejo em geral (2,30%) no mês. No caso dessa base de comparação, Pereira avalia que o segmento foi beneficiado pelo rendimento médio real dos trabalhadores, neste ano, acima do patamar no qual estava no ano passado e, ainda, pelo aumento do emprego com carteira assinada no período.As vendas no varejo do segmento de veículos e motos, partes e peças cresceram 8,23% em julho ante junho e 15,69% na comparação com igual mês do ano passado. O técnico explica que o aumento ante mês anterior pode ter "compensado" a queda nas vendas apurada em junho ante maio (-2,44%), quando este segmento foi prejudicado pelo efeito da Copa do Mundo e das greves que afetaram a distribuição de veículos.O crescimento ante ano passado, segundo Pereira, ocorreu por causa da política de crédito praticada pelas revendedoras de veículos, com redução de juros e ampliação dos prazos de financiamento. Matéria alterada às 12h52 para acréscimo de informações

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.