Vendas do comércio varejista crescem 6,27% em agosto

As vendas do comércio varejista cresceram 2,32% em agosto em relação a julho na série com ajuste sazonal, segundo divulgou nesta terça-feira o IBGE. O resultado ficou acima das estimativas dos analistas ouvidos pela AE-Projeções, que estavam entre 0,20% e 0,90%, com mediana de 0,70%.Em relação a agosto de 2005, as vendas do varejo cresceram 6,27%, resultado acima das estimativas que iam de 3,00% a 4,60% com mediana de 4,30%. Nessa base de comparação, a maior alta ocorreu em equipamentos e materiais para escritório e informática, que tiveram crescimento de 26,57%. Em 2006, as vendas acumularam alta de 5,30% até agosto; em 12 meses, as vendas registram alta de 5,10%. Em 2006, as vendas desse grupo no varejo acumulam alta de 36,02% e em 12 meses, de 45,95%. De acordo com Pereira, o crescimento das vendas no segmento reflete a influência do dólar baixo e da melhoria nos níveis de emprego e renda.Outro segmento cuja pesquisa aborda apenas a comparação com o mesmo mês do ano anterior, o grupo de outros artigos de uso pessoal e doméstico (que inclui lojas de departamento) registrou aumento nas vendas de 19,04% em agosto de 2006 em relação a 2005. Segundo Pereira, essa atividade "é sensível à renda" e está se beneficiando com o "aumento da massa salarial da economia".Rendimento"O aquecimento nas vendas do comércio em agosto está relacionado à melhoria no rendimento dos trabalhadores, à queda dos preços dos alimentos e ao aumento das importações, que recheiam o varejo de produtos mais baratos", segundo avalia Reinaldo Pereira, técnico da coordenação de comércio e serviços do IBGE.Segundo Pereira, o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que tem o maior peso na pesquisa, aumentou as vendas em 7,48% e contribuiu sozinho com mais da metade (3,71 ponto porcentual) do aumento de 6,27% nas vendas totais do comércio em agosto, na comparação com igual período de 2005.A segunda maior contribuição para a taxa do comércio no mês foi dada por móveis e eletrodomésticos (1,55 ponto), com aumento de 10,65% nas vendas ante agosto de 2005. Segundo Pereira, apesar do limite de endividamento das famílias, esse segmento ainda se beneficia do crédito farto - ainda que em fase de perda de ritmo - e também da entrada de importados no País. Entre os segmentos investigados na pesquisa mensal do varejo do IBGE, na série comparativa a mês anterior, o pior resultado em agosto veio de veículos, motos, partes e peças, que tiveram aumento de apenas de 0,54%.Apesar do fraco desempenho em relação a julho, o segmento apresentou crescimento nas vendas de 10,19% em relação ao mesmo mês de 2005. Para o técnico do IBGE, o fato pode ser atribuído à queda dos juros no financiamento de veículos.CombustíveisO segmento de combustíveis e lubrificantes apresentou em agosto o primeiro crescimento em relação a junho, alta de 3,41%, na série com ajuste sazonal, após sete meses consecutivos de queda nessa base de comparação. Segundo Pereira, a reversão da queda está relacionada "a estabilidade e até mesmo redução de preços nos últimos meses".Por outro lado, as vendas de combustíveis e lubrificantes no varejo permaneceram em queda na comparação com agosto de 2005 e recuaram 6,58% em agosto de 2006, na vigésima queda consecutiva nessa base de comparação. Em julho, a queda nas vendas nesse segmento havia sido de 10,12% ante julho de 2005 e em junho, de 12,65%. Em 2006, até agosto, as vendas de combustíveis e lubrificantes recuaram 9,59% e em 12 meses, caíram 9,05%. RevisãoO IBGE revisou o resultado das vendas do varejo de julho ante junho deste ano. De -0,45% divulgados anteriormente para, o resultado foi modificado para -0,56%. Houve revisão também nos dados de junho ante maio, de -0,31% para -0,42%.Reinaldo Pereira, técnico da coordenação de serviços de comércio do IBGE, afirmou que a revisão sempre ocorre com a introdução de novos dados na série com ajuste sazonal.Esta matéria foi atualizada às 12h43 para acréscimo de informações.

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