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Vendas do País têm maior expansão entre 70 países

Graças à alta nos preços das commodities, o Brasil registrou até outubro a maior expansão nas exportações entre as 70 principais economias, superando a taxa de crescimento da China e ainda subindo no ranking do maiores exportadores. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) apontam que a expansão nas vendas nacionais foi de 33%, inflada pela alta nas commodities e pela recuperação das compras da China e de outros mercados emergentes.

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2010 | 00h00

Com US$ 163,3 bilhões em exportações até outubro, o Brasil superou a Suíça no ranking da OMC e passou a ocupar a 23ª posição no levantamento. O Brasil praticamente se igualou à Malásia e reduziu bastante a diferença com a Índia e a Austrália.

Economistas apontam que se o ritmo de crescimento das vendas nacionais for mantido nos dois últimos meses de 2010, o Brasil deve acabar o ano em uma posição no ranking ainda melhor, voltando a ocupar pelo menos a 22ª posição, posto que matinha em 2008. Desde então, a valorização do real prejudicou as exportações, que passaram a depender da variação nos preços das commodities para permitir maior arrecadação.

Até outubro, o Brasil havia superado a expansão das exportações chinesas, de 32%. A China é o maior exportador do planeta, confirmando sua posição em 2010 acima dos EUA e da Alemanha. A taxa brasileira é ainda quase duas vezes superior à média mundial, quatro vezes a expansão da Europa e superior à média de toda a Ásia, de 29%.

Na América do Sul, a expansão das exportações foi de 22%, contra 20% nos EUA, que se recuperou da crise profunda de 2009.

Invasão de importados. As exportações contam apenas parte da história. Como o Estado antecipou há um mês, o Brasil aparece nos números da OMC como o que sofreu a maior invasão de importações em 2010, com taxas superiores às exportações.

A comparação entre o que o Brasil importou entre janeiro de 2010 e outubro mostra um aumento das de 49%. O real valorizado e o crescimento do mercado doméstico são os principais motivos do fenômeno. No fim de dezembro de 2009, o Brasil importava US$ 12,8 bilhões. Em setembro de 2010, esse volume já chegava a US$ 18,7 bilhões.

Nenhuma das 70 economias avaliadas registrou uma variação tão grande como a do Brasil.

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