Vendas do varejo chinês crescem 15,8% em novembro

País também registrou no mês sua primeira inflação ao consumidor em 10 meses, com alta de 0,6%

Agência Estado,

11 de dezembro de 2009 | 04h23

Enquando a produção industrial chinesa surpreendeu positivamente e superou estimativas, as vendas do varejo no gigante asiático desaceleraram o ritmo em novembro. A alta no período foi alta, de 15,8%, mas inferior à expansão de 16,2% registrada em outubro. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira governo chinês.

 

A balança comercial do país asiático registrou superávit de US$ 19,09 bilhões em novembro, ficando abaixo dos US$ 23,99 bilhões de outubro. O saldo também ficou abaixo dos US$ 23,6 bilhões estimados por analistas. As exportações caíram 1,2% em novembro, em comparação com igual período de 2008 e a previsão de mercado era de aumento de 2,1%. Para os economistas, as exportações tendem a aumentar em 2010, depois de terem despencado durante quase todo o ano de 2009, o que ajudará a sustentar a recuperação econômica.

 

Já as importações subiram 26,7% em novembro, pela primeira vez em 13 meses, na comparação com o mesmo período do ano passado, mostrando que a demanda interna está se fortalecendo por causa do plano de estímulo do governo. Em outubro, as importações caíram 6,4%. As previsões dos economistas eram de uma alta de 21,9% dos embarques no mês passado.

 

Na área de investimentos, os aportes em ativos fixos nas áreas urbanas da China aumentaram 32,1% de janeiro a novembro, na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. Um crescimento inferior aos 33,1% registrados de janeiro a outubro. O resultado também ficou abaixo das previsões dos analistas, que eram de uma alta de 33%.

 

Inflação

 

A China também registrou inflação no varejo pela primeira vez em 10 meses. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,6% em novembro, na comparação com o mesmo mês de 2008. Em outubro o indicador havia recuado 0,5%.

 

O número aumenta as evidências de que a recuperação econômica do país está firme, uma vez que as quedas de preços fora das fábricas diminuiu, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país. A média das previsões de 15 economistas, ouvidos pela Dow Jones Newswires, foi de uma alta de 0,5%.

O aumento de novembro, puxado provavelmente pela alta dos preços dos alimentos e por uma base de comparação baixa, pode encorajar Pequim a prestar mais atenção aos riscos da inflação, ao invés de se concentrar apenas no crescimento. O governo começou a retirar alguns dos seus estímulos, tais como medidas de apoio ao setor imobiliário, para conter a inflação dos preços dos ativos. As informações são da Dow Jones.

 

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