Vendas do varejo crescem 0,56% em novembro

As vendas do comércio varejista cresceram 0,56% em novembro ante outubro na série com ajuste sazonal, segundo divulgou nesta segunda-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado ficou dentro das estimativas feitas pelos analistas consultados pelo AE Projeções, que variavam entre queda de 0,5% e alta de 0,7%. A mediana das projeções ficou em 0,2%.Na comparação com novembro do ano passado, as vendas do varejo cresceram 9,22%, superando as estimativas, que iam de um piso de 6,1% a um teto de 8,9%, com mediana de 7,4%. No ano, as vendas acumularam até novembro alta de 6,25% e em 12 meses, de 6,10%.Entre as atividades pesquisadas na comparação com mês anterior, o destaque de alta foi tecidos, vestuário e calçados (5,74%) e na comparação com novembro 2005, a maior alta ocorreu em artigos de uso pessoal e doméstico (23,9%).2006O comércio varejista foi beneficiado em 2006 pelo crescimento da renda e a continuidade da expansão do crédito, segundo avalia Nilo Lopes, técnico da coordenação de serviços e comércio do IBGE. Segundo ele, os dados acumulados de janeiro a novembro e em 12 meses já permitem afirmar que o ano passado foi positivo para o varejo."O setor continua no ritmo da retomada iniciada em 2004", disse Lopes. Segundo ele, o bom desempenho do setor foi impulsionado pelo aumento do rendimento dos trabalhadores ao longo de 2006, incluindo o reajuste do salário mínimo, pela estabilidade de preços e, ainda, pelas expectativas positivas dos consumidores em relação ao desempenho futuro da economia. Além disso, segundo Lopes, o ano eleitoral gerou recursos extras na economia brasileira, otimizados pela tranqüilidade no processo de sucessão presidencial.Os segmentos de super, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com expansão acumulada de 7,64% no ano até novembro e de móveis e eletrodomésticos, com crescimento de 10,93% no período, puxaram a expansão das vendas do varejo em 2006, segundo Lopes. EstadosOs dados do comércio varejista em novembro e no acumulado de janeiro a novembro do ano passado mostraram um desempenho melhor dos Estados das regiões Norte e Nordeste do que do Sul e Sudeste do País. Segundo observou Lopes, além do fato de que as políticas sociais do governo beneficiam mais as regiões Norte e Nordeste, onde estão o maior número de necessitados de programas como o Bolsa Família, o desempenho econômico dessas regiões, especialmente o Nordeste, foi bom em 2006. Além disso, o aumento do salário mínimo também tem maior impacto no Norte e Nordeste.Segundo a pesquisa do IBGE, enquanto na média do País o comércio varejista registrou aumento de 9,22% nas vendas em novembro ante igual mês de 2005, no Acre, por exemplo, o crescimento foi de 42,08% e em Alagoas, de 39,45%. Houve expansões bem acima da média também em Estados do nordeste como Maranhão (17,07%), Ceará (13,76%), Bahia (13,40%) e Pernambuco (11,85%).Por outro lado, Estados da região Sul como Paraná (7,11%) e Rio Grande do Sul (2,17%) mostraram crescimentos abaixo da média do País. Segundo Lopes, a região Sul teve problemas econômicos em 2006 em conseqüência da crise agrícola e da queda em exportações de carnes com a gripe aviária e febre aftosa, o que acabou comprometendo o desempenho local do comércio.O economista-chefe da Gouvêa de Souza & MD, Maurício Moura, destacou os desempenhos do comércio em regiões como norte e nordeste como os principais dados do varejo em novembro. Segundo ele, os números acumulados no ano, que mostram um aumento de 6,25% na média do País nas vendas do varejo de janeiro a novembro "corroboram o fôlego cada vez mais surpreendente das regiões norte e nordeste que puxam o crescimento do varejo". Suas contas apontam que "consideradas apenas as demais regiões o resultado acumulado seria de 4,5%". Matéria alterada às 15h01 para acréscimo de informações

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