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Vendas do varejo crescem 9,2% em julho

Preço dos alimentos reduziu o ritmo de expansão, que é de 9,7% no ano

Jacqueline Farid, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2019 | 00h00

As vendas do comércio varejista cresceram 9,2% em julho ante julho de 2006 e 0,5% na comparação com junho. A alta dos preços dos alimentos reduziu um pouco o ritmo de expansão do setor, que, no entanto, já acumula alta de 9,7% neste ano.Reinaldo Pereira, técnico da Coordenação de Comércio e Serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), avalia que o bom desempenho do varejo reflete ''''as condições favoráveis da conjuntura econômica''''. Ele observou que o crescimento nas vendas teve impacto positivo do aumento do crédito, da queda dos juros e do desemprego e do aumento do rendimento médio real de 2,5% em julho ante o mesmo mês de 2006.Alexandre Andrade, analista da Tendências Consultoria, disse que ''''se observa manutenção de forte crescimento das vendas no varejo sustentadas por bens duráveis (móveis, eletrodomésticos, automóveis)''''.Segundo ele, a trajetória do setor ''''reflete o aumento da demanda agregada'''', sustentado pelas melhores condições no crédito às pessoas físicas e do mercado de trabalho. A expectativa de Andrade é que o varejo cresça 8,7% em 2007, mais que os 6,2% em 2006.Carlos Thadeu de Freitas, chefe do Departamento de Economia da Confederação Nacional do Comércio, diz que o crédito está impulsionando o varejo. Segundo ele, a decisão do Fed, ontem, de reduzir em 0,5 ponto porcentual a taxa juros, deverá provocar novas quedas nos juros no Brasil e favorecer o comércio.O argumento é que o dólar continuará baixo, favorecendo as importações, enquanto o crédito vai se manter em alta. Thadeu de Freitas espera uma alta de 8,9% nas vendas do varejo em 2007, mas detectou uma desaceleração no crescimento das vendas do setor em julho.ALIMENTOSEm junho, as vendas do setor tinham crescido 11,3% ante junho de 2006. Segundo o economista, a perda de ritmo está relacionada a um ''''limite natural'''' na capacidade de endividamento do consumidor e ao aumento nos alimentos, com efeito no segmento supermercadista, que tem o maior peso entre as atividades pesquisadas.As vendas do segmento de hiper e de supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo reduziram, em julho, o ritmo de crescimento ante julho de 2006. A expansão apurada pelo IBGE foi de 4,6% no período, ante 8,2% em junho.Pereira disse que a desaceleração pode estar relacionada ao aumento nos preços de produtos alimentícios. Segundo ele, a alimentação no domicílio, pelo IPCA, aumentou 3,2% no bimestre junho-julho.Apesar da menor intensidade no crescimento, os supermercados continuam apresentando taxas positivas, influenciada pelos resultados do emprego e da renda.O maior impacto de alta para o crescimento das vendas do varejo em julho foi dado por móveis e eletrodomésticos, com expansão de 18,2% ante julho de 2006. Pereira disse que essa alta reflete a manutenção de condições favoráveis de crédito, rendimento, emprego e preços. Nos meses anteriores, a liderança na influência positiva estava com os supermercados.

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