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Vendas do varejo devem cair em junho por conta de manifestações

Redução do tempo de funcionamento das lojas e queda da confiança dos consumidores devem levar a recuo

Dayanne Sousa e Vanessa Stecanella, da Agência Estado,

26 de junho de 2013 | 14h54

SÃO PAULO - As grandes varejistas devem apresentar queda no volume de vendas no mês de junho por conta das manifestações em várias cidades do país. Redução do tempo de funcionamento das lojas, menor fluxo e queda da confiança de consumidores são apontados por analistas e executivos como fatores relevantes.

Em relatório nesta quarta-feira, os analistas do Banco Fator Renato Prado e Thaís Novaes estimam em 15% a queda nas vendas mesmas lojas (estabelecimentos abertos há mais de um ano) da varejista Marisa em junho ante o mesmo mês do ano anterior por conta dos protestos. Com isso, o banco estima que a rede de vestuário deve fechar o segundo trimestre deste ano com queda de 2% em vendas, uma vez que os analistas acreditam que os meses de abril e maio tenham sido de bons resultados.

A premissa dos analistas foi feita para tentar identificar se os protestos e a alta recente da taxa básica de juros justificariam o pessimismo de investidores ante os papeis de Marisa. As ações da varejista acumulam queda de 22% em junho, cotadas há pouco a R$ 23. A conclusão é que, mesmo que o cenário considerado seja pessimista, "ainda há considerável potencial de valorização para as ações da empresa", conforme o relatório.

Apesar da dificuldade de precisar as perdas das varejistas, o presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, avaliou que as lojas da rede permaneceram menos tempo abertas. Segundo ele, os estabelecimentos funcionaram apenas 90% do tempo usual durante a semana passada, quando as manifestações cresceram. Ele considerou ainda que a queda nas vendas no período deve ser maior do que 10%, uma vez que a rede foi prejudicada pela redução da confiança do consumidor.

Frederico Trajano, diretor executivo de vendas e marketing da Magazine Luiza, disse ao Broadcast que as horas de loja fechada não pesarão tanto no volume de vendas quanto a redução do fluxo ao longo de todos os dias. Algumas lojas fecharam mais cedo sobretudo na última quarta-feira. Mesmo onde os estabelecimentos ficaram abertos, o movimento na última semana em diversas capitais do Brasil foi baixo. Trajano destacou, porém, que já houve recuperação desde segunda-feira.

No Grupo Pão de Açúcar, segundo a assessoria de imprensa, houve fechamento de lojas em algumas cidades afetadas pelas manifestações. As bandeiras Extra, Assai e Pão de Açúcar continuam sob orientação geral para fechar as lojas caso exista risco para a integridade dos clientes, colaboradores e patrimônio.

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