Vendas do varejo dos EUA crescem 0,5% em maio

As vendas do varejo norte-americano no mês de maio registraram expansão pela terceira vez em cinco meses, mas o crescimento refletiu o aumento dos valores recebidos pelos postos de gasolina, em razão da alta de preços desses produtos nas bombas. As vendas aumentaram 0,5%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento do Comércio dos EUA, o que correspondeu a uma expansão inferior à previsão dos analistas. Economistas consultados pela Dow Jones projetavam alta de 0,6%.

PATRICIA LARA, Agencia Estado

11 de junho de 2009 | 10h25

Várias categorias do varejo viram queda nas vendas no mês passado. Os aumentos se concentraram em redes que vendem produtos essenciais, como alimentos. As vendas nos postos de combustíveis aumentaram 3,6%. Excluindo a venda de gasolina, o crescimento das demais varejistas foi de apenas 0,2%. Os preços dos combustíveis subiram cerca de 28% nas últimas semanas, o que provocou o aumento dos valores recebidos nos postos de abastecimento.

Os dados de vendas do varejo em abril foram revisados de uma queda de 0,4% para um declínio mais ameno de 0,2%. As vendas cresceram 1,7% em janeiro e 0,4% em fevereiro, após seis meses seguidos de desempenhos negativos. Os planos de estímulo do governo Barack Obama podem ter ajudado nas vendas em maio. Os dados recentes divulgados pelo governo na semana passada mostraram que a renda do norte-americano cresceu 0,5% em abril. Os consumidores, no entanto, cortaram seus gastos e ampliaram as economias. As condições mais restritas do crédito e o mercado de trabalho fraco também estão afetando o varejo.

Pesquisa conduzida pelo Federal Reserve, o Banco Central dos EUA, no mês passado mostrou que os principais grupos de concessão de empréstimos tornaram mais rígidos seus padrões para cartões de crédito e outros tipos de crédito ao consumidor.

Os números de vendas do varejo associados ao setor de habitação foram divergentes em maio. As varejistas de móveis viram queda de 0,4% nas vendas, enquanto as de material de construção e jardinagem auferiram alta de 1,3%. As vendas de autopeças e automóveis aumentaram 0,5%. Excluindo as vendas de automóveis, todas as outras varejistas computaram aumento de 0,5% das vendas, acima da alta de 0,4% prevista por economistas.

As vendas cresceram 0,4% nas lojas de vestuário; 0,4% nas lojas de alimentos e bebidas; 0,1% nos restaurantes e locais para se comer fora de casa e 0,7% nas lojas de produtos de uso pessoal e cuidado da saúde. Nas lojas de eletrônicos, houve queda de 0,5% e nas de produtos genéricos, de 0,2%. As encomendas feitas pelos correios ou via internet caíram 0,4% e nas lojas de produtos esportivos, hobbies, livros e música, 0,8%. As informações são da Dow Jones.

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