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Vendas do varejo para o Dia das Mães devem cair 59,2%, diz CNC

Por conta das restrições provocadas pela Covid-19, confederação prevê que comércio venderá R$ 5,6 bi a menos em relação a 2019

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

05 de maio de 2020 | 16h42

RIO - As vendas do varejo brasileiro para o Dia das Mães devem ter uma queda de 59,2% neste ano, em relação à mesma data do ano passado, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Se confirmada, a previsão resultará na maior queda já registrada na série histórica, iniciada em 2004.

Segundo o economista Fabio Bentes, da Divisão Econômica da CNC, o comércio perderá R$ 5,6 bilhões em faturamento real na data. Ele lembra que o varejo vendeu cerca de R$ 9,7 bilhões no ano passado. “Estamos projetando R$ 4,1 bilhões neste ano”, contou Bentes.

O Dia das Mães é a segunda data comemorativa mais importante no calendário anual do comércio brasileiro, atrás apenas do Natal. Neste ano, a comemoração se dará em meio a estabelecimentos comerciais fechados, por força de decretos regionais de restrição à circulação de pessoas num esforço de combate à pandemia do novo coronavírus.

A CNC lembra que os produtos mais procurados no Dia das Mães são vendidos por estabelecimentos considerados não essenciais e que, portanto, estão de portas fechadas, como os setores de vestuário, lojas de eletrodomésticos, móveis e eletroeletrônicos, entre outros.

“Antes da pandemia, as vendas online representavam apenas 4% do varejo. Certamente esse porcentual subiu bastante, mas não há um indicador de curto prazo confiável de quanto foi vendido via e-commerce. O varejo online não consegue dar conta de tamanha retração. O problema é mais de queda forte da demanda do que de oferta”, disse Bentes.

Para o economista, o comércio varejista sentirá não apenas os efeitos das restrições à circulação de consumidores, mas também os impactos da crise econômica e da piora nos fatores condicionantes do consumo: a deterioração do mercado de trabalho, restrições ao crédito e queda na confiança do consumidor.

A maior perda é esperada no segmento de vestuário e calçados, um recuo previsto de 74,6% no volume vendido, seguido pelas lojas especializadas na venda de móveis e eletrodomésticos (-66,8%) e pelo segmento de artigos de informática e comunicação (-62,5%).

O comércio varejista de São Paulo deve vender 58,7% menos com a data em 2020. No Rio de Janeiro, a queda será de 47,4%, em Minas Gerais, o recuo esperado é de 46,6%. Os três Estados respondem juntos por mais da metade das vendas voltadas para o Dia das Mães. Em termos relativos, as maiores perdas ocorrerão no Ceará (-74,2%), Pernambuco (-73,5%) e Bahia (-66,2%).

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