Vendas do varejo paulista caem 8,5% em maio

O comércio da região metropolitana de São Paulo registrou uma queda de 8,55% nas vendas em maio deste ano, na comparação com maio de 2002. O resultado revela uma inversão da tendência registrada em abril, quando houve um aumento do faturamento de 2,59%. O motivo, de acordo com a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), responsável pelo levantamento, é a mudança da base de comparação. Em 2002, o primeiro quadrimestre foi fraco e a partir de maio se iniciou uma melhora. Este ano ocorre o contrário. A retração não deixou de fora nem os supermercados, que até agora passaram ao largo das quedas. No mês passado, as vendas neste segmento caíram 4,17% no período. De acordo com a Fecomercio, em razão do desânimo do consumidor, os setores que vinham repassando os custos tendem a acomodar os preços. Os supermercados estariam aplicando agora preços mais próximos ao ritmo da inflação, ao contrário do que fizeram até então. Em janeiro este segmento tinha elevado as vendas em 32,07%; em fevereiro, 40,67%; março, 27,15%; e abril, 25,29%, sempre em relação aos mesmos meses de 2002.O segmento de bens não-duráveis foi ainda o mais penalizado pela crise de demanda. A queda foi de 13,94%. O faturamento das empresas do setor automotivo (concessionárias e autopeças), que também é afetado pelas condições de crédito, caiu 6,91%. Os semiduráveis recuaram 12,55% e os não-duráveis, 5,02%. O comércio de materiais de construção foi o único que registrou alta, de 7,86%. Em comparação a abril, o comércio teve um leve aumento de faturamento, de 0,31%, por causa do Dia das Mães, que incrementou as vendas sobretudo no grupo de semi-duráveis (vestuário, calçados e tecidos), mas não conseguiu superar o movimento da data no ano passado - a redução foi de 8,27%.

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