DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Vendas do varejo voltam a subir em janeiro, aponta IBGE

Varejo restrito cresceu 0,9% em janeiro, compensando a queda de 0,5% registrada em dezembro; especialistas dizem que cenário segue favorável para o consumo, apesar do desemprego elevado

Maria Regina Silva, Thais Barcellos e Daniela Amorim, Broadcast

13 Março 2018 | 09h07

RIO e SÃO PAULO - As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 0,9% em janeiro, informou nesta terça-feira, 12, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado compensa a queda de 0,5% registrado em dezembro. 

O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma estabilidade (0,0%) a avanço de 2,30%, com mediana positiva de 0,50%.

Na comparação com janeiro de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 3,2% em janeiro de 2018.  As vendas dos supermercados subiram 3,1% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2017, dando a maior contribuição positiva para o avanço de 3,2% registrado pelo varejo no período. 

Em relação a janeiro do ano passado, seis das oito atividades registraram melhora em janeiro deste ano. Além de supermercados, houve expansão significativa também em Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-10,5%).

Os demais avanços ocorreram em Móveis e eletrodomésticos (5,3%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,4%); Tecidos, vestuário e calçados (0,2%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,2%).

Na direção oposta, houve perdas em Combustíveis e lubrificantes (-4,0%); e Livros, jornais, revistas e papelaria (-7,3%).

No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, as vendas cresceram 6,5%. O setor de veículos e motos, partes e peças avançou 18,2%, enquanto material de construção subiu 7,3%.

"O movimento de veículos reflete não só o consumo das famílias, mas também alguma melhora do atacado", disse Isabella Nunes, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

Cenário favorável. De acordo com os economistas, o cenário prossegue favorável para o consumo, ainda que com algumas limitações, como o desemprego elevado. Contudo, a percepção geral é de que retomada continua, mas ainda a passos lentos.

"O consumo decepcionou no último trimestre de 2017, mas a expectativa é de que a melhora da ocupação faça com que a massa de rendimentos dos trabalhadores se expanda um pouco mais este ano", avalia o economista Alejandro Padron, da 4E Consultoria.

Para a analista Isabela Tavares, da Tendências Consultoria Integrada, o segmento supermercados deve impulsionar as vendas no mês.

"Os fundamentos continuam mostrando recuperação e o varejo deve continuar a retomada gradual ao longo de 2018", diz Isabela, citando o crescimento da ocupação no mercado de trabalho e o aumento das concessões de crédito.

 

 

 

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