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Vendas dos supermercados sobem 11,58% em fevereiro

Dado, divulgado pela Abras, aponta alta em comparação ao mesmo mês do ano passado

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

29 de março de 2012 | 11h58

As vendas reais nos supermercados cresceram 11,58% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo divulgou há pouco a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em relação a janeiro deste ano, o faturamento dos supermercados recuou 0,18%. No primeiro bimestre, as vendas aumentaram 7,57% em relação ao ano passado. Os números estão deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo o comunicado, a queda das vendas em relação a janeiro já era esperada por conta do efeito calendário. Em relação ao crescimento ante fevereiro do ano passado, a Abras avalia que o resultado "surpreendeu positivamente", mostrando que o setor conseguiu atrair parcela significativa do aumento da renda do trabalhador ocorrido no período, sobretudo pelo aumento de 14,1% do salário mínimo no início deste ano.

Preços

Os preços nos supermercados da cesta de 35 produtos considerados de largo consumo, como alimentos, limpeza e beleza, medidos pela GfK, apresentaram queda de 0,25% em fevereiro ante janeiro, para R$ 316,10. Já na comparação com fevereiro de 2011, o valor da cesta avançou 5,83%.

Os produtos com maiores altas em fevereiro ante janeiro foram feijão (+11,52%), cebola (8,75%) e café (4,06%). As maiores quedas no período ficaram para os produtos tomate (-21,34%), farinha de trigo (-4,23%) e farinha de mandioca (-3,83%). (Rodrigo Petry)

Faturamento

O faturamento das 20 maiores empresa do setor supermercadista brasileiro cresceu 20,7% em 2011 ante o ano anterior. Segundo a Abras, a receita bruta desse grupo de empresas atingiu R$ 139,789 bilhões.

De forma consolidada, os supermercados faturaram em 2011 R$ 224,3 bilhões no ano passado, o que representa uma alta de 11,3% em relação a 2010, em termos nominais.

O Grupo Pão de Açúcar manteve-se na liderança do ranking, com um faturamento bruto de R$ 52,680 bilhões em 2011, um crescimento de 45,8% sobre 2010. Na segunda colocação aparece o Carrefour com um faturamento bruto de R$ 28,766 bilhões, uma queda de 0,8% sobre o ano anterior.

O Walmart, na terceira posição, teve faturamento de R$ 23,468 bilhões em 2011, ou alta de 5,1% sobre 2010. Na sequência aparece o grupo Cencosud com R$ 6,236 bilhões, 78,1% acima do ano anterior, e na quinta colocação, o Zaffari, com R$ 2,910 bilhões, alta de 16,9% na mesma comparação.

Revisão

O superintendente da Abras, Tiaraju Pires, disse que as vendas reais do setor devem crescer este ano acima da projeção atual, estimada em 4%. Ele acredita que o novo número possa se aproximar do desempenho verificado no primeiro bimestre, quando o setor avançou 7,57% - mais do que o estimado. "O impacto do reajuste do salário mínimo nas vendas de fevereiro foi acima do esperado", justificou. A revisão deverá ser feita após os resultados de março e abril porque o setor quer esperar o desempenho das vendas da Páscoa.

Em relação às vendas reais de março, Pires projeta expansão de pelo menos 7% nas vendas em comparação com o mesmo mês do ano passado. Além dos ganhos do salário mínimo, o mês de março em 2012 deverá refletir a antecipação das compras de Páscoa, que neste ano cai no início de abril. Em 2011, a mesma data ocorreu no final de abril. Particularmente para os itens específicos de Páscoa, a associação projeta um avanço de pelo menos 11% neste ano em relação ao ano passado.

De acordo com Pires, a alta das vendas no primeiro bimestre (7,57%) ocorreu de forma disseminada entre todas as regiões do País. Ele acrescentou que o crescimento das vendas vem sendo puxado pela expansão da massa salarial e da manutenção das baixas taxas de desemprego. Nos cálculos da Abras, o aumento do salário mínimo gera uma alta de cerca de R$ 5 bilhões por mês na renda disponível para o consumo, boa parte dela destinada aos supermercados.

O superintendente descartou que os produtos linha branca concorreram, no início deste ano, com os demais itens comercializados nos supermercados em razão da redução de IPI.

 

 

 

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