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Vendas e empregos crescem, mas indústria segue ociosa

Uso da capacidade produtiva recua em setembro para 79,8%, ante 80,2% em agosto, aponta relatório da CNI

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

05 de novembro de 2009 | 11h18

Os indicadores industriais de setembro medidos pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mantiveram a trajetória de recuperação na comparação com o mês anterior, mas não levaram a pressões no uso da capacidade produtiva - o que mostra que o setor segue trabalhando com ociosidade. Após o ajuste sazonal, o nível de utilização recuou em setembro para 79,8%, ante 80,2% em agosto. Em setembro do ano passado, o patamar era de 84,4%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 5.

 

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As vendas reais, por outro lado, tiveram um crescimento de 1% em setembro em relação a agosto, pelos dados dessazonalizados. Já na comparação com setembro de 2008 houve uma queda de 4,7%. No acumulado de janeiro a setembro de 2009, a indústria registra queda de 7,5% nas vendas reais, em relação a igual período do ano passado.

 

As horas trabalhadas, variável que mede de forma mais próxima a produção, cresceram 0,4% em setembro ante agosto, mas recuaram 10,4% ante setembro de 2008. No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, as horas trabalhadas estão menores 9,1% do que o registrado de janeiro a setembro do ano passado.

 

O emprego industrial cresceu 0,2% em setembro em relação a agosto, também pelos dados dessazonalizados, mas os postos de trabalho na indústria tiveram uma redução em 4,8% ante setembro de 2008. No acumulado de 2009 até setembro, o emprego industrial caiu 3,5% na comparação com o mesmo período de 2008.

 

A massa salarial real (pelo INPC), no entanto, registrou queda de 3,9% em relação a setembro de 2008 e apresenta uma redução de 2,1% no acumulado de janeiro a setembro de 2009. A CNI não divulga este indicador dessazonalizado em relação ao mês anterior. Pelos dados originais, ou seja, sem o ajuste sazonal, a massa salarial real cresceu 2,7% em setembro ante agosto.

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