Vendas e produção da indústria mostram aquecimento em 2007

Comercialização cresce 5,1% em novembro e utilização da capacidade instalada bate novo recorde

Fabio Graner, da Agência Estado,

15 de janeiro de 2008 | 11h10

As vendas reais na indústria brasileira subiram 0,7% em novembro de 2007 ante outubro, com ajuste sazonal, segundo divulgou nesta terça-feira, 15, a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na comparação com o mesmo mês de 2006, a alta foi de 6,8% e no acumulado do ano a expansão soma 5,1%.  Os dados mostram também que, além das vendas, a produção industrial do País também está aquecida. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) bateu novo recorde em novembro, atingindo 82,9%, também na série dessazonalizada. Em outubro de 2006, por esse critério, a utilização da capacidade instalada estava em 81,3%. Em nota, porém, a CNI ressalta que "não são esperados aumentos contínuos desse indicador. Pelo contrário, a continuidade dos investimentos elevarão gradualmente a capacidade produtiva da indústria".  Emprego O nível de emprego na indústria subiu 4,2% em novembro ante mesmo mês de 2006. Na comparação com outubro, o nível de emprego caiu 0,1%, com ajuste sazonal. No acumulado do ano, o emprego subiu 3,8% ante igual período de 2006. As remunerações pagas na indústria subiram 4,6% em novembro ante novembro de 2006. Na comparação com outubro, as remunerações subiram 6,2%. De janeiro a novembro, as remunerações pagas subiram 4,9%.  As horas trabalhadas na produção tiveram expansão de 3% em novembro ante novembro de 2006, mas caíram 0,5% na comparação com outubro pelo critério dessazonalizado. De janeiro a novembro, as horas trabalhadas subiram 3,9% em relação ao mesmo período de 2006.  "Os indicadores industriais da CNI de novembro de 2007 confirmam a continuidade da trajetória de crescimento da indústria de transformação", diz a nota da CNI, destacando que em novembro dois fatos chamaram a atenção: "a longevidade do crescimento das vendas, apesar da valorização do real, e o crescimento da massa de salários, que ocorre pela expansão do emprego e não pelo aumento do salário real do trabalhador".

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